Ecoparque do Serrano é aprovado, mas gera críticas de ambientalistas e moradores

Publicidade

Novo espaço de 66 mil m² promete lazer, educação ambiental e turismo sustentável, porém levanta questionamentos sobre desmatamento na cidade e possível privatização do uso

Foto: Gabriel Mazzo/PMETRP

Ribeirão Pires deve ganhar um novo espaço voltado ao lazer e à preservação ambiental: o Ecoparque Turístico e Ambiental do Serrano, que será implantado na Avenida Coronel Oliveira Lima. Com área de 66 mil metros quadrados, o local abrigará o Horto Municipal e contará com atividades de educação ambiental, esportes, lazer e contemplação.

De acordo com o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal nesta quinta-feira (26), o ecoparque permitirá a realização de programas de turismo sustentável, eventos ao ar livre e projetos educativos. A proposta também prevê a possibilidade de parcerias entre o poder público e a iniciativa privada, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento local e fortalecer o potencial turístico da cidade.

A expectativa da administração do prefeito Guto Volpi é de que o espaço se torne um novo ponto de encontro para moradores e visitantes, com estrutura que inclui trilhas, áreas de convivência e equipamentos modernos, incentivando hábitos saudáveis e o contato com a natureza.

No entanto, o projeto já nasce cercado de críticas. Ambientalistas e moradores da região demonstram preocupação com a iniciativa, apontando contradições entre o discurso de preservação e ações recentes no município. Segundo eles, a gestão Volpis tem autorizado desmatamentos em diferentes áreas da cidade, além de permitir o avanço de loteamentos, o que, na avaliação desses grupos, compromete o equilíbrio ambiental.

Outro ponto de questionamento é a possibilidade de terceirização do espaço público. Moradores temem que, com a entrada de empresas privadas na gestão do ecoparque, haja cobrança para utilização de áreas ou serviços, restringindo o acesso da população a um espaço que deveria ser público e gratuito.

Diante das críticas, cresce a expectativa por mais transparência sobre o modelo de gestão do ecoparque, os critérios para eventuais parcerias e as garantias de preservação ambiental. Enquanto isso, o projeto segue como uma das principais apostas da atual gestão para impulsionar o turismo ecológico e ampliar as opções de lazer na cidade.