Ladeira abaixo: Rejeição a Guto Volpi dispara e atinge 69%

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Levantamento realizado entre 11 e 15 de março aponta crescimento de 5 pontos percentuais na desaprovação desde outubro; crise na saúde, influência familiar e polêmicas ambientais desgastam gestão.

41% dos moradores desaprovam totalmente Guto Volpi

A administração do prefeito Guto Volpi enfrenta um cenário de crescente desgaste popular em Ribeirão Pires. Uma nova pesquisa de opinião, realizada pela Go Net a pedido de um grupo de empresários locais, revela que a rejeição ao governo atingiu a marca de 69%. O índice demonstra uma tendência de alta no descontentamento, superando os 64% registrados pelo mesmo grupo em outubro de 2025.

O estudo, que possui 95% de confiabilidade, detalha que 41% dos entrevistados desaprovam totalmente a condução do município. Entre os principais pontos de atrito estão a falta de investimentos em infraestrutura nos bairros e o retorno das inundações na região central, problema que voltou a assombrar comerciantes e pedestres neste segundo ano de mandato.

Crises Setoriais e Influência Familiar

A área da educação, sob o comando de Raphael Volpi, irmão do prefeito, é alvo de duras críticas devido ao atraso na entrega de uniformes escolares, merendas e à redução de direitos dos Professores A. Na saúde, a situação é classificada como crítica pela população, que relata escassez de médicos e medicamentos. Até fevereiro, a pasta era gerida por Clóvis Volpi, pai do atual chefe do Executivo. Clóvis deixou o cargo para focar em sua pré-candidatura a deputado estadual, sob fortes críticas nas redes sociais pelo desempenho à frente da secretaria, o que ainda obriga moradores a buscarem atendimento em cidades vizinhas.

Meio Ambiente e Impacto no Comércio

Outro fator de impacto negativo é a recente abertura do calçadão da Rua do Comércio para veículos, medida que gerou reclamações de lojistas e transeuntes. No campo ambiental, a gestão enfrenta resistência pela liberação de desmatamentos e o loteamento da cidade para grupos empresariais e pela manutenção de um secretário de Meio Ambiente com condenações por crimes ambientais na cidade de Mauá, além de possíveis denúncias de novas irregularidades ambientais sob sua responsabilidade. O ritmo lento e a paralisação de diversas obras públicas reforçam a percepção de estagnação administrativa no segundo ano de mandato de Guto Volpi.