Proprietários da banca na Rua do Comércio denunciam falta de prazo para mudança e prejuízos que somam R$ 11 mil; estrutura será transferida para a Vila do Doce sob custos da própria empresa.

Foto: Diário de Ribeirão Pires
A paisagem da Rua do Comércio, no Centro de Ribeirão Pires, começou a mudar drasticamente na manhã desta segunda-feira (23). O desmonte da tradicional banca de jornais e revistas do calçadão marca o primeiro passo para a polêmica obra de abertura da via para o tráfego de veículos, cujo início foi assinado pelo prefeito Guto Volpi no último dia 19 de março.
Em entrevista ao DiárioRP, Lucas, responsável pelo estabelecimento que opera no local há 26 anos, relatou o impacto da medida sobre o negócio familiar, passado de pai para filho. Segundo ele, a ordem de retirada foi imediata, sem concessão de prazo para o planejamento da mudança. “Fomos intimados a sair imediatamente. Somos uma empresa com CNPJ, pagamos impostos, e fomos tratados como trabalhadores informais”, desabafou.
A banca será reinstalada na Vila do Doce, porém, todo o custo da transferência — estimado em mais de R$ 5 mil entre transporte, material, pedreiros e base de cimento — está sendo arcado pelos proprietários. Somado à perda de vendas durante a semana de interrupção (cerca de R$ 6 mil), o prejuízo total chega a R$ 11 mil. Lucas ressaltou ainda que, no novo ponto, ainda não há instalação de energia elétrica.
Embora o prefeito Guto Volpi defenda que o fluxo de veículos aumentará a visibilidade das lojas, a medida gerou indignação entre moradores e pedestres devido ao fim do calçadão e à retirada da banca. No setor comercial, a principal preocupação recai sobre a logística, já que a abertura da via não assegura vagas de estacionamento que permitam aos clientes parar e consumir, questionando a eficácia da visibilidade prometida


