Motociclista é arrastado por carro e populares incendeiam veículo de autor

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Um motociclista de 30 anos ficou gravemente ferido após ser atropelado por um Fiat Cronos na tarde do último domingo (1), em Ribeirão Pires. O condutor fugiu sem prestar socorro.

Foto: Diário de Ribeirão Pires

O acidente ocorreu por volta das 17h na Rua Cafelândia, na altura do número 40, no bairro Ouro Fino. Segundo o boletim de ocorrência, a colisão envolveu um Fiat Cronos branco e uma Honda ADV 150 verde. Testemunhas relataram uma cena impressionante: o carro trafegava em sentido contrário arrastando a motocicleta, que estava presa sob o chassi, até que o veículo de duas rodas se desprendeu na Rua Vereador Rubens Mazieiro.

O motociclista G.H.O foi encontrado por moradores caído ao solo com ferimentos gravíssimos, apresentando múltiplas fraturas e hemorragia. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Mário Covas, em Santo André. Informações hospitalares indicam que, apesar da gravidade das lesões, a vítima permanece internada e, a princípio, não corre risco de morte.

Falsa comunicação de crime e reviravolta

A investigação tomou um rumo complexo quando o locatário do Fiat Cronos, um homem de 36 anos identificado como V.F.S, compareceu à delegacia para registrar um suposto roubo do veículo. No entanto, confrontado pelos policiais sobre a divergência de horários — já que o acidente ocorreu às 17h e ele tentava noticiar o roubo como ocorrido às 18h — o homem confessou a farsa.

V.F.S. admitiu que alugou o carro para um conhecido, identificado como B.M.M.C (32 anos), que está com a CNH vencida. Segundo o depoimento,  B.M.M.C o procurou horas após o acidente, “eufórico”, alegando que havia atropelado o motociclista para se defender de uma suposta ameaça armada, versão que ainda será investigada, já que nenhuma arma foi encontrada com a vítima. B.M.M.C teria convencido V.F.S a simular o roubo para evitar a prisão.

Veículo destruído

O Fiat Cronos foi abandonado pelo condutor na Rua Santa Rita, no Jardim das Rosas. Antes que a perícia pudesse atuar plenamente no local, um grupo de populares ateou fogo ao automóvel.

O caso foi registrado na Delegacia de Ribeirão Pires como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, fuga de local de acidente, incêndio e tentativa de comunicação falsa de crime. A Polícia Civil instaurou inquérito para determinar se o atropelamento foi intencional (doloso) ou acidental e localizar o paradeiro de B.M.M.C