Justiça condena dono de clínica clandestina a 32 anos de prisão por tortura

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Segundo a denúncia, ele agredia os internos da Comunidade Terapêutica Libertar sob o falso pretexto de que fazia parte da recuperação.

Douglas Navarro Alves é o dono da clínica Comunidade Terapêutica Libertar, que foi lacrada pela Prefeitura de Ribeirão Pires, após decisão judicial. Foto: Reprodução/G1/Montagem

A Justiça condenou o dono de uma clínica de tratamento clandestino de dependentes químicos no bairro Pereira Barreto, Ouro Fino, Ribeirão Pires, pelos crimes de tortura qualificada e lesão corporal, praticados contra pessoas internadas no estabelecimento. A informação é do portal g1.

As penas podem chegar a 32 anos e 8 meses de reclusão e 9 meses e 10 dias de detenção. Douglas Navarro Alves virou réu em uma ação movida pelo Ministério Público, acusado de cárcere privado, tortura e lesão corporal contra pelo menos 30 internos dependentes químicos que foram internados na clínica.

Segundo a denúncia, ele agredia os internos da Comunidade Terapêutica Libertar sob o falso pretexto de que fazia parte da recuperação.

O juiz do caso determinou, ainda, que ele deverá pagar indenização por danos morais no valor de 10 mil reais para cada uma das 8 vítimas de tortura.

Douglas Navarro já respondia ao processo preso, pois havia descumprido medida cautelar ao reabrir a clínica no mesmo endereço. Com isso, não poderá recorrer em liberdade.

De acordo com o processo, a clínica clandestina que funcionava na Estrada Adutora, no bairro de Pereira Barreto, continuava em atividade mesmo após a tramitação do processo movido pelo MP-SP.

Por decisão judicial, a Prefeitura de Ribeirão Pires lacrou a casa e confirmou que a Comunidade Terapêutica Libertar funcionava sem documentação necessária para esse tipo de atuação.