O FGTS não é depositado desde janeiro e salários também estão atrasados, por falta de repasses da Prefeitura.

Em 2024 prefeitura ficou meses sem efetuar o pagamento. Foto: DiárioRP
A Organização Social de Saúde Biogesp, responsável pela gestão das unidades básicas de saúde, do CEM Ribeirão Pires, da UPA Santa Luzia e do Hospital e Maternidade São Lucas, enfrenta uma crise que afeta diretamente seus funcionários. Trabalhadores denunciam atrasos no pagamento de salários e a falta de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) desde janeiro de 2025.
O DiárioRP apurou que os depósitos do FGTS não estariam sendo realizados devido à falta de pagamento da Prefeitura de Ribeirão Pires à Biogesp. Em 2024, o município teria ficado alguns meses sem efetuar os repasses previstos em contrato. A ausência desses pagamentos, segundo a apuração, levou à interrupção dos depósitos do fundo e, mais recentemente, ao atraso no salário dos funcionários da saúde.
Em comunicado interno enviado aos colaboradores, a Biogesp afirmou estar “ciente dos transtornos causados” e que busca “alternativas para os pagamentos”, agradecendo a compreensão dos trabalhadores.
A Biogesp é contratada pela Prefeitura para gerir importantes equipamentos públicos da saúde. Um dos principais contratos é o de número 001/2022, que engloba a Rede Básica de Saúde, o Centro de Especialidades Médicas (CEM) e o Hospital São Lucas. Esse contrato passou por reajuste em março de 2023, com aumento de R$ 37.060.381,40 para R$ 39.469.306,19. A gestão da UPA Santa Luzia também está sob responsabilidade da empresa, por meio do contrato nº 383/2022, já prorrogado.
O DiárioRP entrou em contato com a Biogesp e com a Prefeitura de Ribeirão Pires para obter posicionamento sobre a situação. Até o fechamento desta matéria, nenhuma das partes respondeu. Caso haja manifestação, o texto será atualizado.
O DiárioRP seguirá acompanhando o caso.


