Reconstrução da estação faz parte da concessão das Linhas 10-Turquesa e 14-Ônix da CPTM e visa ampliar acessibilidade e separar linhas de carga e passageiros.

Projeto prevê nova estação 180 metros ao norte da atual. Foto: Divulgação\ SPI
A Estação Rio Grande da Serra, ponto final da Linha 10-Turquesa da CPTM, será completamente reconstruída como parte do plano de modernização da rede metropolitana de trens. A nova estação será construída cerca de 180 metros ao norte da atual, e faz parte da concessão das Linhas 10-Turquesa e 14-Ônix, que inclui também a reconstrução de outras cinco estações: Juventus-Mooca, Ipiranga, Utinga, Prefeito Saladino e Ribeirão Pires.
Localizada na região central da cidade e próxima à Estrada Guilherme Pinto Monteiro, a atual Estação Rio Grande da Serra foi inaugurada em 1867 e é a segunda mais antiga do estado de São Paulo. Tombada pelo Condephaat, ela conta com acessibilidade parcial, incluindo adaptações nos acessos, plataformas e sanitários. Atualmente, o embarque é feito principalmente pela plataforma 2, enquanto a plataforma 1 é usada em casos específicos, com travessia por passagem em nível.
Devido à interdição da histórica passarela metálica, veículos e pedestres têm usado a passagem em nível como principal ponto de acesso à estação. A região atende bairros importantes como Vila Santo Antônio, Santa Tereza e Oásis Paulista, todos conectados pela Estrada Guilherme Pinto Monteiro.
Segundo o projeto divulgado em edital pelo Governo do Estado, a nova estação contará com dois acessos modernos. O acesso norte será feito pela Avenida Guilherme Pinto Monteiro, com um trajeto de 160 metros até a passarela e o mezanino. Já o acesso sul, pela Rua Prefeito Cido Franco, terá escada rolante, escada fixa e elevador, todos integrados à passarela que liga as plataformas.
Também está previsto um prédio para áreas técnicas e operacionais, além de um bicicletário com capacidade para cerca de 205 bicicletas, facilitando a integração entre modais e o deslocamento sustentável. A nova estação visa ainda a separação entre as linhas de passageiros e a linha de carga operada pela MRS, otimizando o fluxo ferroviário na região.


