Sem coletes a prova de bala, ações da Guarda Civil Municipal foram interrompidas; agentes reclamam de negligência na gestão de segurança.

Etiqueta dos coletes a prova de balas onde mostra o vencimento – Foto: Anônimo
A Guarda Civil Municipal (GCM) de Rio Grande da Serra, em São Paulo, está sem realizar patrulhas ou atender ocorrências há uma semana. A decisão ocorreu após os coletes balísticos da corporação serem recolhidos devido ao vencimento do prazo de validade, medida determinada pelo comandante João Vitor Rocha Amado.

Documento assinado pelo comandante da GCM – Foto: Reprodução
Os agentes, que deveriam estar equipados para garantir a segurança pública, permanecem uniformizados e armados apenas dentro da base, sem previsão de novos equipamentos. Um documento interno obtido com exclusividade indica que não há possibilidade de aquisição ou reavaliação das placas balísticas, apesar da urgência da situação.
De acordo com uma fonte da corporação, a negligência na substituição dos coletes reflete falhas de gestão do comandante e do secretário de Segurança Urbana, Yuri Kaled Lobato El Malat. Os coletes, com validade de cinco anos, deveriam ter sido trocados ou reavaliados previamente. No entanto, a troca não ocorreu devido a problemas financeiros e à transição administrativa da Prefeitura, que terá nova gestão em janeiro.
“Há verba anual destinada, mas o colete nunca foi prioridade. É um descaso. Sem equipamentos adequados, não podemos garantir a segurança da população nem a nossa própria,” desabafou um GCM que preferiu não se identificar.
Nova base inaugurada sem condições adequadas
Nesta quarta-feira (11), a GCM de Rio Grande da Serra inaugurou uma nova base, evento que deveria simbolizar avanços na segurança pública. No entanto, os guardas municipais participaram sem os coletes balísticos, enquanto agentes de outras cidades, convidados para a cerimônia, estavam devidamente equipados.

Nova base da Guarda Civil Municipal – Foto: Reprodução
“Estamos vulneráveis. Há armamento na base e nenhuma segurança para protegê-lo. Como podemos atuar dessa forma?” questionou um dos guardas.
A situação gerou indignação entre os agentes e a população, que cobram ações imediatas para garantir a segurança da cidade.
O DiárioRP pediu posicionamento para a Prefeitura de Rio Grande da Serra, mas até o fechamento da reportagem não teve retorno, caso aconteça a reportagem será atualizada.


