Outubro Rosa: O câncer não acaba quando termina: Juliana Cacilha compartilha sua história

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O câncer nunca foi algo estranho para Juliana Cacilha. Seu trabalho sempre envolveu cuidar de pessoas e, por isso, ela conheceu vários tipos da doença. Mas tudo mudou quando, no meio de seus próprios sonhos e exames de rotina, ela recebeu a pior notícia de sua vida: um tumor de 11 cm.

“A cada manhã, uma nova notícia. Me disseram que o tratamento seria longo”, lembra Juliana. O que se seguiu foi uma jornada repleta de desafios — desde reações severas à quimioterapia até a dolorosa perda de cabelo. A mastectomia quase a desconectou de si mesma, agravada por complicações pós-cirúrgicas. A radioterapia, o bloqueio hormonal e a fadiga extrema foram apenas alguns dos obstáculos que surgiram ao longo do caminho.

“Ah, mas agora já acabou, né?” — uma pergunta recorrente que Juliana ouvia de pessoas ao seu redor, que desejavam que o sofrimento dela tivesse chegado ao fim. Mas a verdade é que o câncer não termina quando o tratamento inicial acaba. As medicações tóxicas continuam a fluir no corpo, o cansaço persiste, e a batalha emocional com o espelho e as mudanças físicas é constante.

A vida de Juliana não voltou ao “normal” imediatamente, e ela percebeu que isso é um processo contínuo. Mas no meio dessa luta, ela descobriu que podia ser uma voz para outras mulheres, ajudando-as a passar por desafios semelhantes. “Eu decidi comemorar cada fase, mesmo que ainda virão alguns anos de cuidado minucioso, medicamentos, efeitos colaterais, médicos, exames e lutas contra o trauma de uma notícia que mudou completamente meus planos de vida”, conta ela.

Juliana destaca que, acima de tudo, sua fé em Deus tem sido essencial para enfrentar esses momentos difíceis. A fé a sustenta e a inspira a seguir adiante, sabendo que, embora o câncer tenha transformado sua vida, não tirou o que há de mais essencial: a esperança e a confiança de que ela pode continuar ajudando outras mulheres com sua história.