Nesta quinta-feira (30), a Prefeitura, através da ZEMA (Zeladoria e Manutenção Urbana) iniciou a retirada das lixeiras subterrâneas localizadas na região Central de Ribeirão Pires. Elas estavam interditadas à cerca de um ano, pois apresentavam riscos de contaminação e a saúde dos munícipes. A retirada estava programada para a primeira quinzena de abril, mas foi adiantada.
Nesse sentido, um caminhão acompanhados dos agentes da ZEMA iniciaram a ação. As lixeiras foram interditadas pelos fiscais do Meio Ambiente em setembro de 2021. Na época, os reservatórios passaram por uma limpeza com o auxílio de um carro pipa que bombeava o líquido. Contudo, os forte odor e acumulo de sujeira permaneciam, gerando reclamações dos munícipes.
Vale lembrar que a Secretaria de Meio Ambiente destinou cerca de R$ 380 mil para aquisição e instalação dos equipamentos. As obras iniciaram em maio de 2019 e ficaram sem uso por cerca de 9 meses. As lixeiras só foram inauguradas em fevereiro de 2020 pelo ex-prefeito, Kiko Teixeira (PSDB). Contudo, em um mês as lixeiras instaladas nas ruas Felício Laurito – Vila do Doce, Felipe Sabbag e Stella Bruna Nardelli já apresentavam falhas e ferrugem.
Na época, a Prefeitura alegou que a empresa responsável, Contemar Ambiental Comércio de Containers, não estava cumprido o contrato firmado. Além disso, o Comdema (Conselho Municipal de Meio Ambiente) chegou a realizar uma reunião em maio de 2022 para discutir sobre a retirada dos equipamentos. Na ocasião, os participantes foram contra devido aos investimentos realizados, orçamento do processo de retirada e por acreditarem que com a devida manutenção e funcionamento correto, as lixeiras subterrâneas se apresentavam como uma boa alternativa ambiental.
Questionamos a Prefeitura sobre o procedimento de retirada, bem como o que seria realizado no local. De acordo com o Paço, as lixeiras estão sendo retiradas e os locais sendo aterrados e fechados com bloquetes, seguindo a padronização arquitetônica da Vila do Doce e Boulevard Gastronômico. Além disso, informaram que não há custo do serviço, pois está sendo executado pela própria Secretaria de Zeladoria e Manutenção Urbana.


