O Ministério da Saúde informou neste domingo (03), que existem 76 casos da varíola dos macacos no Brasil. Os casos estão registrados em seis estados e no Distrito Federal.
Até o momento, São Paulo registra o maior número de casos com 52 pacientes confirmados (até o momento, existe um em Santo André). Em seguida, aparece o Rio de Janeiro com 16 pessoas diagnosticadas. Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul registram 2 casos cada, enquanto o Distrito Federal e Rio Grande do Norte registram apenas um caso da doença. O primeiro caso no país foi registrado no dia 8 de junho.
De acordo com o Ministério, em conjunto com a Sala de Situação e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional), a pasta segue monitorando os casos e rastreando os contatos dos pacientes.
Fiocruz conclui sequenciamento genético do vírus
De acordo com a Agência Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que concluiu o sequenciamento genético do vírus, que causa a varíola dos macacos. Eles coletaram o microrganismo de um paciente do Rio de Janeiro, que serviu para identificr a linhagem que circula atualmente.
Em nota, a instituição informou que se trata de um vírus do clado B.1 (grupo de organismos originados de um único ancestral comum exclusivo). Por fim, eles também alegaram que a técnica utilizada permite o detalhamento do DNA do patógeno, que contribui para um melhor entendimento do atual surto.
Sintomas
Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão. A erupção geralmente se desenvolve pelo rosto e depois se espalha para outras partes do corpo.
Nesse sentido, a erupção cutânea passa por diferentes estágios e pode se parecer com varicela ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta, que depois cai. Quando a crosta desaparece, o paciente deixa de infectar outras pessoas. A diferença na aparência com a varicela ou com a sífilis é a evolução uniforme das lesões.
Transmissão
Entre humanos, a transmissão ocorre principalmente por fluidos corporais, gotículas ou materiais contaminados. Pessoas que apresentarem os sintomas devem procurar a unidade saúde ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima.


