Nesta terça-feira (17), a Polícia Ambiental e o Ministério Público de São Paulo, através do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema), deflagraram a operação “Huracán”, com objetivo de prevenir incêndios em todo o Estado. As atividades acontecem em conjunto com a operação “Sufoco”, e terminam nesta quarta-feira (18).
De acordo com as informações, participam das atividades 450 policiais militares, além dos integrantes do Gaema. O objetivo é coibir focos de incêndio e minimizar o impacto desses incidentes na saúde da população e meio ambiente.
Nesse sentido, entre as ações previstas destacam-se as orientações a proprietários e produtores rurais quanto às medidas de prevenção, como a manutenção dos aceiros nos canaviais e a existência dos planos de auxílio mútuo; manutenção adequada das margens de rodovias (faixas de domínio); cuidado pelas unidades de conservação; e outros pontos de vulnerabilidade que também são alvo do policiamento preventivo.
Além disso, na edição deste ano a operação recebe o reforço de representantes municipais da Defesa Civil que colaboram nos esforços preventivos.
O nome da ação faz alusão à mitologia maia, que define Huracán como o deus responsável por catástrofes naturais com a invocação de elementos como o vento, fogo e terra.
Esta ação da Polícia Ambiental tem forte componente didático, uma vez que se iniciam as ações de educação ambiental nas redes sociais como forma de conscientização de toda a população, com os alertas:
• Não atire cigarros ou fósforos às margens de rodovias;
• Não solte balões (soltar balões é crime previsto na Lei 9.605/98);
• Evite acender fogueiras (não acenda fogueiras perto de matas e em dias de vento com baixa umidade);
• Não realize queimadas (quando necessário aplicar em áreas agrícolas, conforme regulamentação legal, solicite autorização prévia à CETESB);
• Não solte fogos de artifício próximo às áreas com vegetação.
Incêndios na região
Vale lembrar que no mês de agosto do último ano, Rio Grande da Serra registrou dias de incêndio nas matas e até em uma tubulação de água. Os focos tiveram início na entrada da Vila Conde, próximo a várias residências.
Na época, a informação era de que a área teria sido alvo de queimadas. Devido ao mato seco na região, os focos se alastraram rapidamentes, o que dificultou o trabalho do Corpo de Bombeiros. O período de estiagem é característico do inverno, sendo comum a mata ficar mais seca e facilitando o alastramento do fogo.


