Mãe suspeita que filha tenha sofrido abuso sexual em creche de Rio Grande

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Uma moradora de Rio Grande da Serra registrou uma ocorrência na última semana, suspeitando que sua filha de apenas dois anos possa ter sofrido abusos sexuais. A mãe alega que o caso pode ter acontecido na creche em que a criança estuda.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, a responsável relata que buscou sua filha na escola, e ao chegar em casa a mesma pediu para ir ao banheiro fazer xixi. Ao pedir ajuda para se vestir, a mulher reparou que havia uma mancha na calcinha da criança, que aparentava ser sangue. Ela também relatou que a peça íntima parecia ter sido lavada.

Nesse sentido, ela ligou para a coordenadora da creche para saber se havia acontecido algo. No entanto, teve a informação de que as duas professoras da tarde já haviam ido embora, e que ela deveria entrar em contato no dia seguinte. À noite, ela levou sua filha para atendimento médico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Rio Grande da Serra, onde após a realização de exames, o médico alegou que a criança apresentava uma “vermelhidão fora do comum”, mas somente a perícia poderia confirmar se houve abuso. No dia seguinte, a responsável se dirigiu até a escola em busca de explicações, mas a coordenadora e as professoras alegaram que não ocorreu nada fora do comum naquele dia e que ningúem tinha lavado a calcinha da criança.

Além disso, ela questionou a criança se algo havia acontecido. A menina disse à mãe que sua avó paterna e o companheiro dela teriam mexido em suas partes íntimas. Contudo, a responsável relatou aos policiais que, apesar de residirem no mesmo quintal, eles não mantém contato com a criança. A mulher também procurou o Conselho Tutelar para orientação. No local, alegaram que entrariam em contato com a escola e no prazo de quinze dias retornariam para ela.

Por fim, apesar dos relatos, a Delegacia registrou a ocorrência como “não criminal”, por não haver elementos que indiquem o crime de estupro de vulnerável. No entanto, encaminharam a criança para realizar exame sexológico, e apreenderam a calcinha que ela utilizava para realização de exame pericial.