
Amor e dedicação são palavras de ordem quando se fala nos professores, cujo dia é celebrado hoje. Esses são os verdadeiros motivos que mantêm os docentes nas salas de aula, mesmo diante das dificuldades enfrentadas. Salário defasado, desinteresse dos alunos e geração ‘sem respeito’ são os principais desafios apontados pelos educadores da região.
Mesmo assim, a maior parte dos professores que atua nas escolas já são veteranos, com mais de 20 anos de dedicação. Os docentes dizem que ‘não largam o osso’ pois sentem-se parte da formação, não somente educacional, mas também social, dos estudantes.
Grande maioria dos professores afirmam, se até hoje se esforçam, é simplesmente por gostar do que fazem. Quando os profissionais enxergam seus ex-alunos que se tornaram grandes profissionais, sentem-se honrados.
Especialista diz que educador tem de se dedicar às funções básicas da profissão
Especialista ressalta que, embora haja dificuldades, não basta ser professor com diplomas e títulos se, durante a formação, não for preparado e dedicado às funções básicas da profissão: planejar, ensinar e avaliar.
Coordenadora do curso de Pedagogia à Distância e Segunda Licenciatura da Universidade Metodista de São Paulo, a professora Rosemary Leonovos Verrone explica que o professor não deve se esquecer de que é um profissional social. “Olhos e ouvidos atentos para as necessidades, os interesses e as características sociais, afetivas, cognitivas e culturais dos alunos, além de formação contínua, são palavras de ordem para um bom desempenho na profissão.”
SALÁRIO
O piso salarial é avaliado pela especialista como “uma conquista recente”. Em 2008, o governo federal estabeleceu valor mínimo para o início da carreira, fixado para cargos com formação em Nível Médio. “Com o aumento de 6,81% anunciado pelo governo em janeiro de 2018, o piso nacional do magistério é de R$ 2.455,35 para jornada de 40 horas semanais. Apesar de baixo, o valor representa grande ganho”, avalia Rosemary.


