Entre os meses de janeiros e agosto deste ano o número de casos de abuso sexual nos metrôes e Estações da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) subiu cerca de 29% (119 registros de abuso sexual), se comparados ao mesmo período do ano de 2015 que registrou 92 casos.
De acordo com o especialista em segurança pública, Jorge Lordello esse aumento nos números se deve ao fato de que as mulheres, que sofrem estes abusos, passaram a se sentir mais seguras quanto ao fato de denunciarem as situações.
O que deixa um ponto de interrogação na eficiência das denúncias, é em relação ao tipo de contravenção e suas penalidades. Por exemplo, importunação ofensiva ao pudor (contravenção penal que, por lei, não resulta em prisão) e os crimes de violação sexual mediante fraude (com pena prevista de dois a seis anos de prisão) e estupro (com pena estipulada de reclusão de até dez anos). O tipo de abuso que causaria a maior pena, por exemplo, diminuiu de seis para zero ocorrências este ano, mas quando o assunto é importunação ofensiva ao pudor, o especialista deixa claro que: “Levar um cidadão, que comete tal ato, apenas para assinar um documento e ser liberado, não causa nenhum efeito de segurança, tampouco retorno eficiente dos registros”.
Campanhas de conscientização, segundo a CPTM é um dos fatores mais importantes para o aumento dos registros que, segundo a estatal, tem um aumento de 87% no número de detidos quando são denunciados.
A denúncia de um suspeito de abuso sexual no transporte público pode ser feita por meio de envio de mensagem de texto no celular. O número do SMS-Denúncia da CPTM é 97150.4949; o do metrô é 9 7333-2252.


