Iniciativas ambientais e comunitárias promovidas pela instituição mostram que o papel dos cartórios vai muito além do registro de documentos, gerando impacto real na qualidade de vida local.

Foto: Diário de Ribeirão Pires
O Cartório de Registro de Imóveis de Ribeirão Pires transformou o Junho Verde — mês dedicado à conscientização ambiental — em um catalisador de ações sociais e ecológicas. Longe de se limitar às funções burocráticas, a instituição vem fortalecendo seu papel social por meio de campanhas de solidariedade, preservação da biodiversidade e fomento ao bem-estar da comunidade.
Entre os principais destaques deste ano está a tradicional Campanha do Agasalho. Diante do aumento visível de pessoas em situação de vulnerabilidade na cidade, o cartório estabeleceu uma cota própria para a compra de mantas e mobilizou clientes e frequentadores do Refúgio Urbano, o braço comunitário da instituição.
O Refúgio Urbano é um espaço totalmente gratuito mantido pelo cartório e voltado para a promoção da qualidade de vida. O local oferece aulas regulares de ioga e dança do ventre, além de oficinas de massagem e vivências culturais com voluntários estrangeiros, como uma recente sessão de breathwork (trabalho respiratório) conduzida por uma voluntária da Turquia. A meta é humanizar o atendimento e retribuir o apoio da população.
No pilar ecológico, o cartório prepara a distribuição de centenas de sementes de árvores nativas da Mata Atlântica e de outras espécies da flora brasileira, enviadas pela Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (ARISP). As sementes são oriundas de uma floresta mantida pela associação para a compensação da pegada de carbono dos cartórios. A entrega integra a campanha “Guardiães do Futuro” e ocorrerá próxima à chegada da primavera, incentivando o reflorestamento urbano.
A preservação da fauna também ganhou força com o meliponário de abelhas sem ferrão, mantido pela instituição há mais de dez anos. Recentemente, uma colmeia da espécie Borá foi instalada em um local visível ao público com objetivos educativos, mostrando a viabilidade e a importância de criar polinizadores nativos em ambientes urbanos.
“O próprio prédio do cartório serve de modelo sustentável na região de mananciais, contando com cisterna para captação de água da chuva, painéis de energia solar, áreas permeáveis e vegetação preservada”, disse a engenheira ambiental Andreza Araujo, responsável pelas ações no cartório.
Para o oficial Luc da Costa Ribeiro, “com a divulgação das atividades, a expectativa é inspirar outros comércios, pessoas e instituições a adotarem práticas que gerem impacto coletivo positivo”.


