Após suspensão dos portes, guardas municipais atuam com coldres vazios

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Guardas seguem em postos públicos com coldres vazios enquanto Prefeitura tenta regularizar a situação da corporação dentro do prazo estabelecido pela Polícia Federal.

Foto: Diário de Ribeirão Pires

Guardas Civis Municipais de Ribeirão Pires continuam trabalhando uniformizados, porém sem armamento, após a suspensão dos portes de arma da corporação pela Polícia Federal. A reportagem do Diário de Ribeirão Pires constatou a presença de agentes utilizando coldres vazios em diversos equipamentos públicos da cidade, entre eles a UPA Santa Luzia, o Atende Fácil, a Prefeitura e a UBS Central.

Segundo relatos obtidos pela reportagem, o clima entre os agentes é de preocupação e insegurança. Guardas afirmam temer pela própria segurança durante o exercício das funções, especialmente após a ampla repercussão do caso, que ganhou destaque nacional.

Outra situação envolve a equipe do Canil da corporação. Conforme apurado pelo Diário de Ribeirão Pires, integrantes do grupamento teriam sido orientados a continuar realizando patrulhamento mesmo sem armamento.

Ainda de acordo com os relatos, os agentes teriam sido informados de que, caso não cumpram as determinações estabelecidas pela corporação, poderão ser remanejados para atuar como agentes escolares.

Enquanto isso, a Prefeitura de Ribeirão Pires corre contra o tempo para atender às exigências estabelecidas pela Polícia Federal e recuperar os portes de arma dos guardas municipais.

De acordo com informações obtidas pela reportagem, atualmente a corporação possui sete GCMs considerados aptos, 22 agentes em situação regular e 75 guardas classificados como irregulares em relação às exigências da Instrução Normativa nº 310/2025.

A estratégia inicial da administração municipal seria solicitar a liberação do porte para os 22 agentes que já atendem aos requisitos exigidos. Já os 75 guardas apontados como irregulares precisarão cumprir todas as etapas previstas na normativa federal, incluindo exames psicológicos, testes de capacidade técnica, treinamentos e demais procedimentos obrigatórios para a regularização.

O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Federal, enquanto os guardas municipais permanecem exercendo suas funções sem o porte de arma institucional.