Em discurso inflamado, vereadora do PT sobe o tom contra Guto Volpi e promete “vasculhar” esquemas de corrupção que estariam destruindo a mata local.

Foto: Diário de Ribeirão Pires
A sessão ordinária da Câmara Municipal de Ribeirão Pires desta quinta-feira (14) foi marcada por um dos discursos mais duros da atual legislatura. A vereadora Fernanda Henrique (PT), após protocolar um requerimento que investiga possíveis irregularidades nas compensações ambientais da cidade, usou a Tribuna Livre para desferir críticas diretas ao prefeito Guto Volpi, acusando-o de gerir o município com falta de seriedade e responsabilidade ambiental.
A parlamentar fundamentou sua fala nas suspeitas de descumprimento do Decreto nº 6.940/2019 e da Lei nº 5.423/2010. Fernanda Henrique questionou o suposto favorecimento da empresa “Gabi Flores & Plantas” e a aceitação de “gambiarras” ambientais, como a substituição do plantio de árvores por grama ou vasos. “Ser gestor é coisa séria. O prefeito não pode agir como um menino mimado”, afirmou a vereadora sob um silêncio absoluto dos colegas de plenário.
Elevando o tom da denúncia, Fernanda Henrique foi enfática ao declarar que o futuro ambiental da Estância não está à venda. “Ribeirão Pires não é o quintal da casa do prefeito. Ele não foi autorizado a acabar com o nosso futuro. Se há irregularidade ou esquema de corrupção que coloca nossa mata no chão, nós vamos desvendar”, disparou.
A vereadora encerrou sua fala com um aviso claro ao Executivo: “É para se preocupar mesmo, prefeito. No que depender do nosso mandato, vamos a fundo e vamos vasculhar tudo o que precisa ser vasculhado”. O silêncio da base governista, que não rebateu as críticas, foi interpretado nos corredores da Casa como um sinal de desgaste, especialmente após a confissão pública de ilegalidades no setor feita pelo vereador Emílio D’Carvalhos (PSD) aliado do governo na semana anterior.


