Alunas de balé da EMARP estão sem aulas desde o início de 2026

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Famílias das turmas preparatórias e do Ciclo 1 relatam que nenhuma aula foi ministrada este ano na Escola Municipal de Artes.

Foto: Divulgaçao/PMETRP

O ano letivo de 2026 já avançou, mas para dezenas de crianças matriculadas no curso de balé da Escola Municipal de Artes de Ribeirão Pires (EMARP), as sapatilhas continuam guardadas. Mães de alunos da faixa etária entre 6 e 10 anos — que compreende as turmas preparatórias e o Ciclo 1 — procuraram a reportagem para denunciar a interrupção das atividades e a falta de um cronograma claro de retorno.

Segundo os relatos, desde o início do ano, nenhuma aula foi realizada para essas turmas específicas. A situação tem gerado frustração nas crianças e indignação nos responsáveis, que apontam a importância da continuidade do aprendizado artístico e do desenvolvimento motor proporcionado pela dança.

Questionada sobre o motivo da paralização nas aulas de balé para essa faixa etária, a Prefeitura de Ribeirão Pires confirmou, em nota oficial, que o problema está na ausência de docentes para as turmas mencionadas. Segundo a administração municipal, “está em processo de contratação de novo profissional” para suprir a demanda.

A prefeitura, no entanto, não estipulou uma data exata para que os novos professores assumam as salas de aula, limitando-se a informar que a regularização depende da conclusão dos trâmites administrativos de contratação.

Para as famílias, a espera é considerada excessiva. “As crianças criam uma expectativa, se preparam para o ano letivo e agora estão paradas há meses. O balé exige disciplina e prática constante; esse tempo perdido prejudica muito o desenvolvimento delas”, afirmou uma das mães que preferiu não se identificar.

A EMARP é um dos principais polos culturais da Estância e atende centenas de alunos em diversas modalidades. Enquanto a contratação não é finalizada, as salas de balé para o Ciclo 1 e preparatório permanecem vazias.