Vítima de 56 anos foi surpreendida por desconhecido na Rua Euclides da Cunha após suposto mal-entendido com esposa do agressor em supermercado; Polícia Civil investiga o caso e busca imagens de câmeras de segurança.

Foto: Reprodução/Google Maps
Um taxista de 56 anos foi vítima de lesão corporal e ameaça na noite do último dia 6.04, enquanto trabalhava no Centro de Ribeirão Pires. O crime ocorreu por volta das 21h20, no Ponto de Táxi, localizado na Rua Euclides da Cunha, Centro, Ribeirão Pires. A ocorrência foi registrada no dia 09.04.
O Ataque
De acordo com o relato da vítima no boletim de ocorrência, ao chegar ao ponto de táxi, ele avistou um homem desconhecido parado no local, como se estivesse aguardando alguém. O indivíduo ordenou que o taxista descesse do veículo. Ao obedecer e tentar iniciar um diálogo para entender a situação, o trabalhador foi surpreendido pela agressividade do homem.
O agressor, sem dar chance de explicação, desferiu dois socos na face do taxista, causando-lhe um hematoma imediato.
Motivação Fútil
Durante a confusão, a vítima conseguiu compreender parcialmente a motivação do ataque. O agressor alegou que sua esposa trabalha como caixa no Supermercado Extra e que o taxista teria passado pelo local naquele dia e perguntado a ela: “Você me conhece?”.
O taxista explicou à polícia acreditar que a mulher interpretou mal a pergunta e relatou o fato ao marido, que decidiu ir até o local de trabalho da vítima para “tirar satisfação”.
Ameaças e Testemunhas
Após as agressões físicas, o autor deixou o local proferindo ameaças graves contra o taxista. Segundo o B.O., ele gritou: “Não deixa eu voltar mais aqui, que se eu voltar, vou te quebrar no pau e vou te mandar para a UPA”, utilizando também palavras de baixo calão.
A vítima informou que o ataque foi presenciado por um colega de trabalho. Além disso, relatou que havia um rapaz próximo ao agressor, possivelmente seu filho, que filmou toda a ação com um aparelho celular.
Investigação
O taxista não passou por atendimento médico imediato e foi orientado a realizar o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Santo André, embora temesse que o hematoma já tivesse desaparecido devido aos dias decorridos entre o fato e o registro.
Ele foi cientificado sobre o prazo de seis meses para representar criminalmente contra o autor e orientado a comparecer ao Setor de Investigações Gerais (SIG) da delegacia para tentar realizar o reconhecimento fotográfico do agressor.
A vítima também destacou que existem câmeras de monitoramento nas proximidades que podem ter captado imagens do crime. A Delegacia de Ribeirão Pires registrou o caso como lesão corporal e ameaça e segue investigando para identificar e localizar o autor das agressões.


