Ação foi interrompida após questionamentos da vereadora Fernanda Henrique (PT)

Foto: Diário de Ribeirão Pires
Na tarde desta terça-feira (30), funcionários da Secretaria de Infraestrutura trabalhavam no local quando a vereadora Fernanda Henrique (PT) solicitou a apresentação do documento que autorizava a ação. Segundo relatos, os servidores afirmaram estar cumprindo ordem direta do prefeito, mas não apresentaram nenhum documento oficial que autorizasse a demolição do palco.
Após a intervenção da vereadora e o encaminhamento do caso ao Ministério Público, o prefeito Guto Volpi suspendeu temporariamente o desmonte da estrutura. Em seguida, convocou uma reunião com parlamentares e anunciou a intenção de demolir o palco, propondo um novo layout para a área, com a construção de quiosques e de um banheiro ao lado dos boxes de artesanato. Árvores também foram cortadas no espaço sem a apresentação de laudo ambiental.
A discussão sobre a demolição do palco não é recente. Em 2001, durante a renovação do contrato de administração do espaço com a Aciarp, já havia a previsão de retirada da estrutura em troca da construção de um parque infantil. Na época, protestos de artistas e moradores na Câmara Municipal impediram a execução da medida.
Neste ano, a proposta voltou a constar no contrato renovado com a associação. O prefeito tenta agora aproveitar a queda dos quiosques, ocorrida no último sábado (27), para retomar a iniciativa, alegando falta de segurança para os moradores. Entretanto, até a tarde desta terça-feira (30), a área da Vila do Doce onde está localizado o palco não havia sido oficialmente interditada, e moradores continuavam circulando pelo espaço sem qualquer aviso ou medida de segurança.


