Funcionário da Prefeitura denuncia Assédio Moral e discriminação

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A DP Fauna, órgão da Secretaria de Meio Ambiente da prefeitura de Ribeirão Pires, foi criada para a protecão e resgate de animais silvestres que possam ser encontrados na cidade em situação de vulnerabilidade.

A Entidade que deveria ser um exemplo para os moradores da cidade e que, através de seu coordenador, Miguel Luis, adora fazer propaganda da instituição, na verdade vem escondendo um lado sombrio de assédio, discriminação e ilegalidades que são praticadas dentro das quatro paredes da sede do local.

Um ex-funcionário, do departamento procurou a nossa equipe para denunciar o assédio moral que os funcionários têm no local. Segundo ele, como punição, coordenador obrigava que os funcionários tomassem banho em uma caixa de àgua com agua fria. Eles eram obrigados a entrar com roupa e até mesmo com tênis, o que segundo o ex-funcionário seria uma forma de punir quem não obdecia as ordens ou fazia algo que era considerado errado.

Além disso, o ex funcionário afirma que sofria muito Bulliyng por ser homossexual. “Eles nunca me chamaram pelo nome, era apenas com apelidos ofensivos como “viado”, Princesinha, e outros adjetivos.”, disse o denunciante.

Certos da impunidade, as pessoas ainda filmavam e compartilhavam as cenas vexatórias em grupos e redes sociais. Nos vídeos também é possível ver que era liberado o consumo de bebida alcoólica por funcionários em horário de expediênte dentro da repartição pública.

Em um dos vídeos que nossa equipe teve acesso, é possível ver que ao saber que seria obrigado a entrar na água, o funcionário tenta retirar a blusa, pois não tinha outra roupa no local de trabalho. No entanto outras pessoas não deixam e ele é obrigado a entrar na água com toda a roupa que estava.

Em um dos prints enviados à nossa equipe, Danilo Abrahão, que é fiscal, chama o funcionário de “Viadinho”, quando ele pede pra ser levado no Paço Municipal para dar entrada em processos do órgão. Outro fato é que até mesmo a rede social que deveria ser da entidade tem o nome do coordenador “Miguel” e somente ele tem a senha, mostrando claramente que a impessoalidade não é respeitada, é como se eles fossem donos do local e não tivessem que respeitar regras e leis.

Procurada, a Prefeitura informou que “O profissional que relata o caso em questão foi devidamente orientado e formalizou nesta segunda-feira (9) queixa junto à Corregedoria Municipal. A partir dos relatos, a Prefeitura irá instaurar processo disciplinar para a apuração dos fatos”.

O Ministério Público do Trabalho também foi procurado para comentar o caso e informou que uma denúncia já foi distribuída entre os promotores para ouvir todos os envolvidos no caso e instaurar, se necessário, um inquérito. Também informou que entrará em contato com a Prefeitura para sugerir protocolos que impeçam que esse tipo de situação volte a acontecer.

Um boletim de Ocorrencia contra Miguel Luis, Celso Gatti e Danilo Abrahão, e a Polícia deve indiciar eles por Injuria Racial, que foi equiparado peo Supremo Tribunal Federal (STF), a discriminação por LGBTfobia.

O COMADS (Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual) informou, através de nota, que vai pressionar os órgãos julgadores para que haja punição exemplar dos envolvidos, inclusive na esfera civel e criminal, para que casos como este não voltem a acontecer.

Miguel Luis e Danilo Abrahão não responderam nossos contatos para comentar sobre o caso. Veja um dos ví