A vice-prefeita de Rio Grande da Serra e pré-candidata à Prefeitura, Marilza de Oliveira (PSD), foi alvo de ataque homofóbico atrevés de uma mensagem enviada pelo WhatsApp.

A mensagem, enviada de forma anônima, diz que “não quero uma prefeita casada com outra mulher para representar meu município. Não sou homofóbico tampouco misógino. Sou cristão e a Bíblia não ensina casamento de iguais. Sou brasileiro e nossa Constituição diz, no artigo 226, que família é homem, mulher e filhos”. Ainda na mensagem o autor anônimo diz que o ex-marido de Marilza, Mário Carvalho da Silva, ex-vereador e ex-prefeito da cidade, entrou em depressão por ter descoberto uma traição por parte de Marilza com uma mulher. Carvalho, no entanto, morreu no fim de 2015 vítima de um câncer. A mensagem ainda contêm uma série de afirmações de que a vice-prefeita estaria envolvida com crimes, e elenca diversas acusações contra marilza.

A vice prefeita registrou um Boletim de Ocorrência na delegacia da cidade. No BO ela relara que recebeu o texto através de diversos números diferentes, o que a leva a crer que uma empresa de disparos pode ter sido contratada.

Desde 2019, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a homofobia é considerado crime dentro da lei 7.716/89 (Lei de Racismo). O crime é inafiançável e imprescritível, e a pena para quem comete esse crime vai até cinco anos de prisão.

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