A incoerência representada em um tomógrafo ‘perdido’

Na última semana, uma notícia tomou conta da nossa região: Depois de nove anos desaparecido, e sem ninguém dar conta disso, um tomógrafo havia sido reencontrado.

De lá pra cá, surgiu a enorme guerra de quem seria o pai da criança e quem teria o encontrado. Pra mim, a pergunta, na verdade deveria ser outra: “Como que ninguém sentiu falta disso por tanto tempo?”

Já se sabe que o tomógrafo foi doado pela cidade de São Caetano do Sul em 2009. Na época, o então prefeito da cidade, Clóvis Volpi, teria tentado vender o equipamento, por que ele não estaria em funcionamento, mas saiu da prefeitura sem conseguir se livrar dele. A pergunta que fica para o caso é: “Qual o motivo de o equipamento não estar com placa de patrimônio da Prefeitura de Ribeirão Pires desde então?

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Com a chegada do novo prefeito, Saulo Benevides, o aparelho foi fechado, segundo um blog da cidade, para que não contaminasse as pessoas, o que chega a ser uma informação ridícula, já que as paredes não são de chumbo e ainda por cima havia uma janela na “sala secreta”. Não sei o real motivo para se “esconder” o equipamento, mas o que se sabe é que Saulo comprou um aparelho novo em sua gestão e Volpi quis vender aquele, aparentemente por não funcionar corretamente, ou seja, ninguém o quis.

O que me deixa perplexo é como que nove anos depois, o ex-prefeito Volpi, grava um vídeo em seu Facebook dizendo para que se instale o equipamento, sendo que ele mesmo não quis fazer isso, e pior, nem o equipamento ele queria. Pior ainda, são os vereadores que se orgulham em dizer que carregam diversos mandatos nas costas, sem nunca sequer perceberem o desaparecimento de um equipamento tão grande, caro e importante.

Mais grave ainda, é esperar que a história se torne pública para ambos ex-prefeitos vir à tona e dizer que já sabiam. Se já sabiam, porque não questionaram nada sobre o equipamento até hoje? É preciso esperar um ano eleitoral chegar para isso? E à atual gestão, porque não sentiu falta do equipamento? Ele estava corretamente patrimoniado ou não? Acredito que em breve teremos as respostas destas e de diversas outras perguntas. O que não podemos, é deixar que nos usem como uma espécie de jumentos eleitorais”, carregando todas as mentiras e baboseiras desses futuros candidatos que apenas querem o poder de nossa cidade e não estão nem aí para o nosso povo.

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