Entre janeiro e março deste ano, a região do Grande ABC registrou 12 suicídios e outras 64 tentativas. O índice mostra apenas quatro das sete cidades. São Bernardo lidera, com sete mortes, seguido de Diadema (2) e outros dois casos noticiados em São Caetano. Ribeirão registrou um caso no mês passado, quando um homem 33 anos se enforcou dentro de casa com um fio de notebook.

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Das tentativas, Diadema responde pela maioria, com 41 casos, Ribeirão Pires registrou 12 e São Caetano, 11. Mauá, Santo André e Rio Grande da Serra não informaram. No começo de março, um homem de 53 anos tentou um suicídio na estação da CPTM em Ribeirão, mas foi impedidos por guardas municipais.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado estima que o número real de casos seja maior, devido a casos classificados como intenção não determinada, quando não se sabe se foi acidente ou tentativa de suicídio.

O número de casos de suicídio cresceu no Brasil, com 10.490 mortes em 2011 e 11.736 mortes em 2015 (Ministério da Saúde). O número de tentativas de suicídio também chama atenção. Entre 2011 e 2016, foram 48.204 casos no País. O índice vem crescendo, especialmente entre os jovens de 15 a 29 anos.

Causas – Não existe uma causa única que leva uma pessoa ao suicídio. Entre os motivos podem estar fatores biológicos, genéticos, psicológicos (problemas interpessoais, sentimento de rejeição, perda de emprego ou de um ente querido), ao uso abusivo de substâncias químicas, e transtornos mentais como a depressão.

Como identificar sintomas que podem indicar pensamento suicida?

  • Comportamento retraído, dificuldade para se relacionar com a família;
  • Doença psiquiátrica;
  • Consumo abusivo de álcool;
  • Ansiedade, pânico;
  • Alterações no humor: irritabilidade, pessimismo, depressão, apatia;
  • Mudanças no sono e apetite;
  • Tentativa de suicídio anterior;
  • Odiar-se, sentimento de culpa, desesperança;
  • Perda recente de um ente querido;
  • História familiar de suicídio;
  • Sentimentos de solidão e impotência;
  • Doença física;
  • Menção repetida de morte;
  • Histórico de abuso físico e sexual; bullying;

Todas essas circunstâncias podem servir de gatilho.

Como ajudar a pessoa com risco de suicídio?

A tarefa mais importante é ouvi-las. Conseguir ouvir é o maior passo para reduzir o nível de desespero suicida e procurar oferecer a esperança de que as coisas podem mudar. Demonstre sua preocupação e cuidado. Fale de forma carinhosa e sem julgamentos. Nunca diga que é drama ou que a pessoa está exagerando e nem fale que ela precisa ser forte.

Se houve a tentativa:

– Não deixe a pessoa sozinha;

-Remova álcool, drogas, medicamentos ou objetos afiados que possam ser usados em uma tentativa de suicídio;

-Procure ajuda médica. Leve a pessoa a um pronto atendimento ou busque ajuda de um especialista em saúde mental. Tratamento psiquiátrico e psicológico é fundamental.

Onde buscar ajuda?

Centro de Valorização da Vida – através do 188 (destinado a quem pensa em cometer o suicídio e também a quem convive com a pessoa). Também há a opção de conversar por chat ou e-mail 24 horas todos os dias. https://www.cvv.org.br/