Com o apoio da Prefeitura da Estância Turística de Ribeirão Pires, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural e Natural aprovou, na última semana, o tombamento provisório de espaços de relevância histórica, cultural e natural, além de tradições da cidade. Seguindo as diretrizes da Política de Proteção ao Patrimônio, adotada pelo atual governo, esse é o primeiro passo para o tombamento definitivo desses bens, para que estejam protegidos e sejam preservados pelo município.

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Figuram na lista de bens provisoriamente tombados a centenária Capela de Nossa Senhora d’Assunção (situada no bairro Ponte Seca); o Ribeirão Pires (como bem natural – aquífero que banha o Jardim Mirante, Bocaina e Vila Belmiro); o Morro Santo Antônio (conjunto de bens naturais e culturais que compreende o morro, seu mirante, a capela e a Via Crucis em sua escadaria); o primeiro Grupo Escolar de Ribeirão Pires (atual E.E. Proª Ruth Neves Sant´Anna); a Praça da Matriz Julieta Tolesano; o Cemitério São José (lote inicial de 1908).

Também foi solicitada pelo Conselho Municipal que a Prefeitura proteja o formato tradicional da Festa de Nossa Senhora do Pilar, retomado com sucesso em 2017, em dois aspectos: o da celebração litúrgica, com mais de 80 anos de existência, que marca a vivência coletiva da religiosidade no Pilar Velho, e o do lugar da celebração onde se reproduz essa prática cultural coletiva. A ideia é evitar a descaracterização dos elementos tradicionais da festa.

O tombamento provisório garante a proteção dos bens durante período de 180 dias, prazo que pode ser estendido por igual período, para a realização de “estudos aprofundados visando adequar a caracterização do bem como de interesse público”. Durante o prazo, é impedido qualquer tipo de descaracterização dos espaços. Essa proteção está prevista no Plano Diretor da cidade e no Plano Diretor de Turismo do município.

Percebemos que Ribeirão Pires está avançando em diferentes áreas e uma delas, que muito nos orgulha, é o da proteção ao patrimônio. Enquanto vemos cidades sendo devoradas pela urbanização, perdendo a cara e a identidade, aqui em Ribeirão Pires estamos fazendo o contrário: valorizando bens culturais e naturais que sintetizam a nossa história social. O patrimônio está ressurgindo depois de muitos anos de descaso e perdas irreversíveis” avaliou o Secretário de Cultura da cidade, Anderson Grecco.Na avaliação do diretor de Patrimônio da Prefeitura, Marcílio Duarte, além dos tombamentos culturais já realizados em 2017, “avançamos agora para a proteção de bens naturais e imateriais, o que denota uma política inédita em nossa cidade e que poucas cidades praticam”. “O Conselho e o CATP (Centro de Apoio Técnico ao Patrimônio) nunca tiveram tanto apoio político e institucional como está tendo agora. Isso nos motiva a proteger muitos outros bens que foram tentados há vinte, trinta anos”, afirmou Duarte.