Pelo menos 102,8 mil motoristas que circulam diariamente pelas rodovias que cortam municípios do Grande ABC utilizam o sistema eletrônico de cobrança de pedágio, segundo levantamento feito pela Artesp (Agência Reguladora de Transportes de São Paulo) com base no primeiro semestre deste ano. O volume de adeptos à modalidade cresceu 2,39% em relação ao mesmo período do ano passado, quando média de 100,4 mil usuários utilizaram a tecnologia. 

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Os dados, que levam em consideração informações referentes ao SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) e aos trechos Leste e Sul do Rodoanel Mário Covas, mostram que mais da metade dos motoristas que circulam por essas estradas tem optado pelo mecanismo, numa tentativa de evitar a perda de tempo em filas. Atualmente, estão em operação cerca de 4,2 milhões de dispositivos entre quase 3 milhões de usuários.

Reflexo da ampliação do serviço em 2012, quando o governo paulista determinou a abertura do

mercado e autorizou o funcionamento de novas empresas – atualmente são quatro operadoras –, a alta adesão pelo sistema eletrônico já faz com que seis a cada dez motoristas que circulam no Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas utilizem o sistema eletrônico. O índice é o maior entre as rodovias da região. Por lá, 57 mil veículos por dia passam pelas pistas de pedágio automático. Os veículos de passeio respondem por 65% das passagens pelas cabines eletrônicas, os demais são veículos comerciais, como caminhões e ônibus. 

No Sistema Anchieta-Imigrantes, 49% dos pagamentos de pedágio entre janeiro e junho deste ano foram feitos pelo meio eletrônico, o que representa média diária de 22,9 mil veículos. No Trecho Leste do Rodoanel, este índice foi de 58%, com o mesmo volume diário de veículos do SAI.

Para o diretor-geral da Artesp, Giovanni Pengue Filho, a alta procura pelo sistema eletrônico representa boa aceitação dos motoristas ao sistema que, segundo ele, oferece praticidade aos usuários, já que há ganho de tempo. “A cada quatro veículos que passam pelas cabines eletrônicas, apenas um passa pelos postos de cobrança manual”, explica.

Na avaliação do diretor, a medida acaba com as “barreiras” criadas pelas praças de pedágio, estruturas que, segundo ele, devem ter fim nos próximos anos. “Essa é a tendência observada em outros países. Para isso, estamos fazendo de forma gradual a implantação de novos modelos.”

Uma dessas propostas já colocada em prática e que está em expansão é o sistema ponto a ponto, que prevê o pagamento de pedágio por trecho percorrido, sem a necessidade de pagamento do valor cheio em caso de trajetos mais curtos. “É uma forma de você pagar por aquilo que você percorre”, afirma. 

O modelo tem sido incorporado apenas nos novos contratos de concessão e não tem previsão de chegar na região.

Projeto proíbe taxas de adesão ao serviço

Proposta aprovada na quinta-feira em plenário na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) proíbe a cobrança de taxas de adesão ou mensalidades pelo uso de TAGs – dispositivo eletrônico de identificação de veículos para pagamentos de tarifas de pedágios das rodovias do Estado de São Paulo. Para valer de fato, o projeto de lei de autoria do deputado estadual Ricardo Madalena (PR), segue para avaliação do governador Márcio França (PSB), que pode sancionar ou vetar a medida.

Em seu texto, o autor do projeto alega que a implantação de qualquer sistema automático de pedágio constitui uma “obrigação contratual da concessionária” não havendo qualquer autorização legítima ou legal para cobrança de taxa de adesão ou mensalidade para custeio pelo uso do serviço ao usuário. “Deve ser garantida a opção (aos usuários) de simplesmente usar as cabines automáticas pagando tão somente a tarifa de pedágio, sem qualquer custo adicional”, justifica.

Atualmente, o custo para usar este serviço varia conforme a operadora e o plano contratado pelo usuário. Em média, as mensalidades giram em torno de R$ 20.

Apresentado em 2017, o projeto de lei, segundo o diretor geral da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), Giovanni Pengue Filho, apresenta série de pontos que hoje já foram viabilizados pela agência. “Hoje existem quatro empresas que possuem um leque de serviços inclusive com adesão gratuita, por exemplo, que permitem ao motorista escolher aquilo que encaixa melhor ao seu perfil”, pondera. Atualmente, usuários podem optar por 17 planos oferecidos pelas operadoras do sistema.

Segundo o diretor, a Artesp entretanto aguarda a decisão do governador para, em caso de aprovação, discutir o tema junto a concessionárias e prestadoras de serviço.

Artesp autoriza quinta empresa a operar sistema

Motoristas que circulam pelas rodovias do Estado de São Paulo passarão a contar, a partir do primeiro semestre de 2019, com nova operadora de sistema eletrônico de cobrança de pedágio. Trata-se da Greenpass, a quinta empresa credenciada a ofertar o serviço, o que, segundo a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), amplia a concorrência e o leque de opções de planos e serviços para os motoristas.

A ampliação integra as medidas adotadas desde 2012 pelo governo estadual para maior concorrência na operação do sistema eletrônico de pedágio. Desde então, conforme a Artesp, houve aumento no número de planos oferecidos pelas operadoras, incluindo alguns com adesão sem qualquer custo, lançamento de planos pré-pagos, redução média das mensalidades e opções de serviços agregados que resultaram em queda de 60% nos custos dos serviços oferecidos aos usuários.

Atualmente, usuários podem escolher entre 17 planos oferecidos pelas quatro operadoras do sistema de pedágio eletrônico credenciadas pela Artesp: Sem Parar, Move Mais, Conectcar e Veloe.