Os números de crimes com motivação sexual aumentou na CPTM e no metrô desde 2015. A reportagem usou como parâmetro crimes como estupro, ato obsceno, violação sexual, importunação ofensiva ao pudor entre outros.

O mais cometido entre janeiro e junho deste ano foi a importunação ofensiva ao pudor. Diferentemente do estupro, a importunação não é praticada com aquilo que a lei considera uso de violência e grave ameaça, são as “passadas de mão” e “encoxadas”, elas representam 8 em cada 10 casos.

Maior estação do metrô na capital, a Sé (região central) foi aquela que registrou o maior número de casos no primeiro semestre deste ano. Também na região central, a estação Brás , que reúne tanto metrô quanto trens da CPTM, é a segunda no ranking de crimes e contravenções de natureza sexual, com oito casos.

O horário de pico da manhã, das 6h às 9h, é aquele que concentra a maior parte das ações. Foram 51 casos no primeiro semestre deste ano, praticamente um em cada três registrados na polícia. Já a volta dos trabalhadores para casa , das 17h às 20h, teve um em cada quatro casos que viraram boletim de ocorrência entre janeiro e junho.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos da gestão Márcio França (PSB), responsável por metrô e CPTM, afirma que as duas companhias realizam campanhas e ações de combate ao abuso sexual e que tem intensificado medidas para coibir este tipo de crime.

Crédito: Folha de São Paulo