O surto de obesidade no Brasil começa a dar sinais de estagnação. A explosão de casos acompanhada na última década perdeu ritmo nos dois últimos anos. Os números, no entanto, estão longe de ser tranquilizadores.

O Ministério da Saúde mostra que 18,9% da população acima de 18 anos das capitais brasileiras é obesa. O porcentual é 60,2% maior que o obtido na primeira vez que o trabalho foi realizado, em 2006. Naquele ano, 11,8% dos entrevistados estavam com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30.

A indicação destes sinais de estabilidade do sobrepeso e obesidade nos últimos dois anos, vêm acompanhados de mudanças no comportamento do brasileiro. Ele hoje consome menos refrigerante e bebidas adoçadas que na última década além de fazer mais exercícios. Em 10 anos, a queda do consumo de bebidas foi de 52,8%. Em 2007, 30,9% dos moradores das capitais faziam uso regular desses produtos. Agora, o comportamento é citado por 14,6%.

O pensamento vale ainda para a melhora nos indicadores de consumo de frutas e hortaliças. Os números aumentaram positivamente, porém não alcançaram a meta ideal. O correto é que toda população coma ao menos cinco porções de frutas e hortaliças por dia. E que se exercite de forma moderada.