Neurologista da Santa Casa de Mauá alerta sobre problemas do álcool

Foto: Reprodução

A cada ano, cerca de 8 mil pessoas morrem em decorrência do uso de drogas lícitas e ilícitas no Brasil. O álcool aparece na primeira colocação entre as causas, sendo responsável por 85% dessas mortes. De acordo com o levantamento, as 40.692 pessoas morreram no Brasil vítimas do uso de substâncias como álcool,

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O consumo de álcool per capita no Brasil em 2016, chegou a 8,9 litros em 2016 e superou a média internacional, de 6,4 litros por pessoa, segundo pesquisas, beber, seja uma pequena quantia diariamente ou embriagar-se em dias esporádicos, pode desencadear o aparecimento da Síndrome Korsakoff.

Segundo o neurologista da Santa Casa de Mauá, Carlos Roberto Zambom, ao ingerir álcool, a pessoa sente uma euforia passageira, em um primeiro momento.

 “Passageira porque o álcool é um neurodepressor do sistema nervoso central. Ou seja, ele diminui a atividade dos neurônios e o organismo vai ficando mais lento, chegando a um estado próximo ao da anestesia”.

A molécula de álcool sobrecarrega os rins, tem efeito tóxico sobre o fígado, reduz a quantidade de sangue no coração e diminui o impulso dos neurônios. Outro problema é a ressaca, que acontece quando a pessoa, que consumiu bebidas alcoólicas de forma exagerada, acorda no dia seguinte sentido dor de cabeça, dor nos olhos e enjoado. Estes sintomas são provocados pela desidratação que o álcool provoca no organismo e pelo trabalho excessivo do fígado para eliminar o álcool do sangue.

“Para curar a ressaca mais rápido, é essencial beber bastante água para se hidratar, e aconselho também dormir um pouco mais que o costume, pois ajuda o corpo e o cérebro a se recuperar melhor”, esclarece o neurologista.

Levantamento da OMS também constatou que o álcool pode causar mais de 200 doenças, incluindo mentais.

 

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