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Polícia Militar acompanhou movimentação de perto. (Foto: Rafael Ventura/DiárioRP)
Polícia Militar acompanhou movimentação de perto. (Foto: Rafael Ventura/DiárioRP)

Diversas pessoas tentaram ocupar a escola Ruth Neves na manhã desta quarta-feira (09), no Centro Alto de Ribeirão Pires. Durante a semana, integrantes do Grêmio Estudantil do colégio passaram pelas salas de aula com um abaixo-assinado para saber quais alunos eram a favor da ocupação. Segundo informações, cerca de 150 alunos teriam assinado o papel. O motivo da tentativa de ocupação era para protestar contra projetos federais que interferem na educação, como a proposta de Reforma do Ensino Médio e o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 241, que congela o limite de gastos em saúde e educação por 20 anos.

Durante a tentativa de ocupação, militantes de sindicatos e movimentos sociais, como a Apeoesp e UJS, estavam presentes no portão da escola e foram impedidos de adentrar no local pela direção do colégio, que chegou a trancar o portão com um cadeado. Lá dentro, os alunos foram chamados para uma reunião, e puderam votar se eram a favor ou contra uma ocupação no dia de hoje. Apenas 14 estudantes teriam votado a favor da ocupação, e todo o restante contra.

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Para a diretora do colégio, Tel Espindola, isso é um assunto que deve ser tratado internamente, ou seja, entre os alunos, pais e professores:

“Conversei com os alunos e faremos uma convenção no dia 19 com pais, alunos e professores, para debater o tema e discutir sobre essas questões.”

Diversos pais que foram até o colégio demonstraram ser contrários aos protestos, inclusive, uma senhora de 64 anos, avó de uma das alunas, sugeriu maior efetivo da Polícia Militar, que chegou a acompanhar as movimentações.

“Tem é que ter mais camburão pra levar essa gente. O que estão fazendo aqui? Porque não vão pra escola deles? Adolescente tem é que estudar pra ter uma profissão, não fazer baderna.”

– Concluiu a senhora, se referindo aos militantes, que aguardavam do lado de fora.

Alguns alunos acusaram a diretoria da escola de pressionar pais de alunos contra a ocupação e ameaçá-los com processos. Durante a movimentação na rua do colégio, um aluno de 11 anos teve seu celular roubado.

Mais de 400 escolas ocupadas

Uma maré de ocupações vêm acontecendo em todo o país, também contra ambos projetos federais. Somente no estado do Paraná, mais de 400 escolas chegaram a ser ocupadas. Após mandatos de segurança de desintegração de posse, o número começou a cair. Em todo o país, o número de escolas que foram ‘interditadas’ por manifestantes já ultrapassou mil instituições.