Governo Estadual alegou que falta de documentos travaram Teleférico. (Foto: Ygor Andrade/DiárioRP)
Governo Estadual alegou que falta de documentos travaram Teleférico. (Foto: Ygor Andrade/DiárioRP)

Na última semana, o prefeito Saulo Benevides (PMDB), concedeu entrevista coletiva para esclarecer alguns pontos de seu mandato. Entre eles, o Chefe do Executivo explicou que as obras do teleférico não caminharam por conta de falta de repasses de verbas Federais e Estaduais.

No entanto, a afirmação feita por Benevides foi mais uma vez desmentida pela Secretaria Estadual do Turismo, órgão responsável pelo Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (DADE) . Em matéria publicada pelo jornal Diário do Grande ABC, o órgão estadual esclareceu que o Paço Municipal possui três contratos firmados com o DADE, que giram em torno de R$ 8,5 milhões. De acordo com a publicação, os acordos foram divididos em três fases. A primeira parcela girava em torno de R$ 1 milhão e que foi acertada em 2014. No entanto, o repasse da segunda parcela, que deveria ser de R$ 3,4 milhões, foi apenas parcial porque, segundo a Secretaria, a Prefeitura não entregou os documentos necessários para o recebimento da verba. A terceira e última parcela no valor de R$ 4,1 milhões teve apenas uma parte debitada nos cofres da Prefeitura, já que, novamente, o Executivo Municipal não entregou os papeis necessários. Além disso, outras quatro depósitos continuam pendentes por falta de documentação.

Por meio de nota, o órgão explicou que:

“É importante lembrar que em qualquer obra feita com verba do Dade, o município só recebe o valor estabelecido no convênio depois que o poder municipal paga pelos serviços realizados. O município pede, então, o ressarcimento do que gastou e uma equipe de técnicos a serviço da secretaria avalia se não há nenhuma irregularidade nos pagamentos e nas obras.”

– Informou.

Ainda no comunicado, o Pasta apontou que Saulo tentou articular uma nova parceria avaliada em R$ 3,8 milhões, contudo, o Conselho de Orientação e Controle (COC), que é formado por representantes de outras secretarias e de outras estâncias, recusaram a proposta.

Outros órgãos já desmentiram Saulo

Não é primeira vez que órgãos de governos superiores desmentem o prefeito Saulo Benevides (PMDB). Em agosto do ano passado, o Departamento Regional de Saúde (DRS), órgão também estadual, desmentiu afirmações em que o Peemedebista dizia que o Governo Estadual repassaria R$ 7,5 milhões para terminar a construção do Hospital Municipal. Na nota, o DRS informou que apenas havia se comprometido a analisar o pedido de verba, não enviá-lo. Dias depois, o pedido foi negado, também por falta de documentação.

Além disso, em Outubro do ano passado, foi a vez do Governo Federal desmentir afirmações de Benevides. Após lançar uma grande campanha e colocar placas pela cidade, onde afirmava iniciar o cadastro para a construção do Minha Casa, Minha vida, procuramos o Ministério das Cidades, que informou não existir nenhum  plano para a instalação do projeto na cidade, e que a divulgação não passava de propaganda enganosa.

O Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) também rebateu afirmações da atual gestão em Julho deste ano. O motivo era a propaganda que a administração de Benevides era responsável por trazer a Força Tática de volta para a cidade. No entanto, o conselho rebateu as afirmações, informando que “O retorno da Força Tática é fruto do trabalho dos membros do Conseg, da população nas reuniões.