A partir do último dia 1º de julho, a corrida eleitoral começou a entrar em uma fase bastante complicada, isso por que as datas obrigatórias passam a valer rigorosamente, além de outras novidades que podem confundir e gerar incertezas nos candidatos. Entretanto, o que interessa mesmo, são as mudanças que podem ser consideradas “armadilhas”, pois qualquer deslize pode comprometer a legitimidade de uma campanha inteira. Por exemplo, à partir do dia 20 de julho, todos os partidos (que disputarão as eleições), deverão realizar convenções para a escolha de seus candidatos. Citamos como exemplo os candidatos à Prefeito, que devem ser escolhidos em convenções até o dia cinco de agosto.

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Entre tantas datas, há também algumas proibições, como, por exemplo, demitir, contratar, exonerar sem justa causa, qualquer servidor público, em caráter concursado ou comissionado, ou até mesmo comparecer à inaugurações de obras, ordens de serviço, além da proibição da contratação de shows com dinheiro público para realização destas inaugurações.

No tocante, a situação será um pouco mais complicada, mas não afetará de fato os mecanismos da corrida eleitoral. A complicação, para os pré-candidatos, se dá principalmente na duração da disputa, que cai de 90 dias para a metade (45), ou seja, partidos e candidatos só poderão pedir votos de maneira oficial à partir da metade do mês de agosto. Agora, o início das campanhas eleitorais, este ano mais curtas, começam oficialmente em 16 de agosto, onde serão permitidos carros de som, comícios (utilizando aparelhagem de som fixa), uso da internet, e a distribuição de material gráfico, os famosos, (e para muitos), incômodos santinhos.

Outro ponto que pode ser considerado um grande problema para os políticos, é o teto estipulado para as despesas. Por exemplo, o valor a ser desembolsado não poderá ultrapassar 70% do montante declarado pelo candidato que mais gastou no pleito anterior. Esse ponto pode e deve ser afetado pela nova regra que impede empresas particulares de realizar doações eleitorais; esta será a primeira eleição desde 1994 em que as empresas se deparam com tal proibição, isso por que o Supremo Tribunal Federal considerou a ação inconstitucional. Para muitos, essa ação tornará a disputa mais acirrada no campo do debate político, ao invés de dar mais ênfase à batalha publicitária. Nas cidades com até dez mil eleitores podem acontecer duas possibilidades: o teto de gastos será de R$ 100 mil para prefeito ou, caso o valor seja maior, valem as regras citadas acima. Para vereadores, o limite será R$ 10 mil ou até 70% da maior despesa registrada na última eleição. Os valores serão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e a Justiça Eleitoral terá de dar publicidade aos limites para cada cargo até 20 de julho do próximo ano.

O munícipe, ainda terá que conviver com as constantes propagandas volantes, distribuição de panfletos, reuniões intermináveis, mas pode comemorar a interdição dos cavaletes, bonecos e faixas, proibidos após a aprovação de uma minirreforma política em 2013.