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Em 6 de junho, uma noite chuvosa, Lucileide Magalhães Silva de Paula desapareceu e seu esposo Clayton Loro de Paula, registrou o ocorrido somente no dia seguinte. Às autoridades, ele disse que, como de costume, foi até a Estação Ferroviária de Ribeirão Pires buscar sua esposa que chegaria da faculdade por volta das 22h20. Entretanto, segundo o marido, Lucileide não chegou a descer do trem. Até então, Clayton não era sequer suspeito, mas as perguntas de praxe, como explicou o Delegado Titular de Ribeirão Pires, Evandro Augusto Vieira de Lima, fizeram com que o rapaz se sentisse pressionado, deixando para trás até mesmo seus filhos.

“Ele disse que iria tomar um café, mas abandonou tudo, o carro, celular, a cunhada, com quem ele veio prestar depoimentos, e desapareceu.”

 – Disse.

A Polícia Civil obteve informações de que, o agora suspeito, poderia estar em Paranaguá, no interior do Estado do Paraná, escondido na casa da tia de sua suposta amante. Uma mulher identificada apenas como Jéssica, que era amiga muito próxima da família.

“Nossa equipe foi até a cidade, passou três dias aguardando a confirmação de que ele estaria na residência citada, e quando constatou que realmente ele se escondia lá, efetuou a prisão que já estava decretada.”

 – Explicou o encarregado. No caminho para a Delegacia de Ribeirão Pires, o acusado teria sentido o peso de suas ações e confessado o crime.

Os agentes da Polícia Civil ouviram Clayton, e ainda de madrugada, quando chegaram à cidade, foram até uma estrada de terra em Paranapiacaba, onde a vítima estava enterrada. O corpo só foi retirado horas depois, quando a perícia e funcionários de uma empresa funerária foram até o citado local, cavaram e retiraram o corpo de Lucileide.

“É uma estrada de chegada difícil, muito barro, ainda mais na noite do blackout que houve na região. Ele ainda utilizou o próprio carro para levar os supostos comparsas e o corpo da mulher para lá.”

 – Frisou o Delegado.

As investigações e os depoimentos do homem de 38 anos, levaram a Polícia e descobrir que ele não havia cometido o crime sozinho.

“Ele confessou ter entrado em contato com uma pessoa que intermediou as tratativas com os dois homens que fariam o serviço, foi aí que ele passou a orquestrar todo o assassinato da esposa.”

 – Salientou o encarregado.

Lucileide tinha 36 anos, cursava faculdade e deixou três filhos.