
A Prefeitura de Ribeirão Pires fechou a unidade do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do Jardim Caçula. Na justificativa, o Paço informou que a demanda do centro era baixa e pretende instalar um novo ponto no Centro Alto. Uma moradora do bairro fez um Abaixo Assinado para impedir a ação.
Segundo o Paço, a medida procura realocar as 300 pessoas que recebem mensalmente no bairro Caçula e concentrar a procura no centro da cidade, totalizando mil munícipes atendidos por mês. Segundo a Prefeitura, isso pode facilitar o cadastro de famílias para fazer parte do programa Bolsa Família.
A tática do governo municipal não agradou alguns membros da Câmara. O vereador, Eduardo Nogueira (SD), disse que a intenção inicial era a criação de quatro novos CRAS na cidade, próximo aos bairros mais humildes, e se diz surpreso com a atitude do prefeito.
“No centro Alto, sem muita análise técnica, a gente já percebe que não tem vulnerabilidade social.”
– Comentou.
A Vereadora Diva do Posto (PR), concordou com a fala do colega.
“É uma indecência para a população. Quem usa o CRAS são pessoas com más condições sociais. Por trás de uma mãe, tem um filho que terá que pagar passagem também. Isso é voltar pra trás no tempo.”
– Frisou.
A moradora do Jardim Caçula, Cristiane de Sá Souza Silva, fez um Abaixo-Assinado para impedir a mudança, dizendo que a população local vai ficar vulnerável sem o centro por perto, e atribui a falta de procura ao corte de muitos serviços.
“Antes tinha psicólogo que conversava com as pessoas, advogado, cestas básicas para os mais necessitados, oficinas de artesanatos e o Ação Jovem. Hoje, tem apenas um psicólogo que mal conversa e o recadastramento do Bolsa Família via internet.”
– Disse.
A mulher foi enfática ao comentar que irá fazer de tudo para rebater a decisão.
“Eu não vou desistir do CRAS.”
– Completou.


