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Foto: Ygor Andrade/DiárioRP

Uma Lei de 1992 esteve até 2013, basicamente sem ser cumprida. A Lei que determina a retirada imediata de carros abandonados nas ruas da cidade de Rio Grande da Serra, só passou a ter mais valor depois que o Vereador Claurício Bento (DEM) requereu o cumprimento de tal Lei na cidade. Jornais da região já fizeram  algumas reportagens sobre o assunto. Em algumas matérias, chegaram a mostrar que alguns veículos eram utilizados como dormitório por alguns cidadãos em situação de rua.

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Passados três anos desde que o problema começou a incomodar os moradores da cidade, o Vereador Claurício concedeu entrevista ao Diário de Ribeirão Pires e falou do efeito negativo que isto ainda exerce sobre a população.

“Eu posso afirmar que no mínimo 300 veículos estão abandonados e espalhados pela cidade. É sem dúvida um número bastante expressivo e que causa certo chateamento em todos nós. Na Vila Conde, nas ruas Mogi das Cruzes e Osasco. No Recanto das Flores, na Rua Icatuaçú. Vila Ota, na Rua Apolo e na Prefeito Cido Franco.”

Comentou o Parlamentar, nomeando várias ruas que enfrentam o problema.

Ainda de acordo com o Democrata, em 2013 sua intenção era fazer com que a Lei fosse cumprida, e que a Prefeitura de Rio Grande firmasse uma espécie de convênio com algum proprietário de guincho, para que este levasse os veículos abandonados ao pátio.

“Isso amenizaria o problema, não resolveria. Mas o fato já nos ajudaria a combater o problema, pois estes carros largados por aí, podem facilmente se transformar em criadouros do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.”

Ressaltou.

A equipe do Diário RP, circulou por algumas ruas e pode notar que alguns veículos estavam em situações precárias, e outros quase inutilizáveis. Até mesmo os veículos que provavelmente foram recolhidos e levados ao pátio da Prefeitura, estão esquecidos, ao lado de ambulâncias caindo aos pedaços.

O autônomo Flávio Queiroz, 38, disse que uma senhora quase foi atropelada em uma rua por onde ele passava, por que um carro “velho, e que com certeza não andava mais”, estava sobre a calçada atrapalhando quem quisesse andar.

“É um absurdo, a gente paga IPTU pra ter condições de andar numa calçada, ai vem qualquer um e deixa o carro lá, atrapalhando a gente. Nossas calçadas já não são boas, e isso acontece. É lamentável.”

Disse.

Há duas semanas, o Diário de Ribeirão Pires entrou em contato com a Secretaria de Comunicação de Rio Grande da Serra solicitando esclarecimentos quanto ao que está sendo feito para a diminuição deste problema, mas até o fechamento desta edição, não obteve resposta.