Alunos pedem maior discussão sobre o assunto. (Foto: Rafael Ventura / DiárioRP)
Alunos pedem maior discussão sobre o assunto. (Foto: Rafael Ventura / DiárioRP)

Desde a noite da última segunda-feira, 23,  mais duas escolas foram ocupadas em Ribeirão Pires. As escolas Álvaro de Souza Vieira, na Vila Gomes e Leiko Akaish, no Santana, também estão trancadas em protesto contra o projeto de reorganização educacional promovido pelo governo do Estado de São Paulo, que poderá fechar até 94 escolas em todo o estado. No total, cerca de 114 escolas  já estão ocupadas.

No projeto, o Governo quer separar alunos dos diferentes ciclos e, com isso deverá fechar algumas escolas e transferir os alunos para outras. Os alunos e o Sindicato dos Professores (APEOESP) são contra:

“Isso pra mim não é reorganização, é corte de gasto”

-Disse Teté, coordenador da Sub sede da Apeoesp de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

De acordo com os alunos entrevistados, eles não têm previsão para deixar o local e só aceitarão sair se o Governo voltar atrás e cancelar o projeto de reorganização.

Derrota na Justiça

O governo de São Paulo entrou na Justiça pedindo autorização para que a polícia pudesse invadir as escolar e fazer uma reintegração de posse em todas as escolas do estado. O pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão dos desembargadores foi da 7º Câmara de Direito Público foi unânime. Para o Tribunal, os alunos têm o direito de se manifestar:

“Não há o que se reintegrar. A manifestação é um direito”.

-disse Eduardo Gouveia, um dos desembargadores.

Durante a manhã, em entrevista coletiva, o governador do estado, Geraldo Alckmin, lamentou a decisão e confirmou que a reorganização será mantida. Ele também afirmou que o protesto é de cunho político:

“Lamentavelmente temos visto exploração política, até escola que não vai ser nem reorganizada nem disponibilizada invadida. Não é adequado esse tipo de procedimento e prejudica os alunos porque depois vão ter de repor aulas até perto do Natal”.

-Disse.

Saresp

Mesmo com a imensa quantidade de escolas ocupadas, a Secretaria de Educação, aplica a partir desta terça, 24, as provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar de São Paulo (Saresp). o objetivo é avaliar o ensino estadual e monitorar as políticas públicas de educação. As escolas ocupadas não participarão do exame este ano.

Santinho Carnavale

A escola Santinho Carnavale foi a primeira a ser ocupada por alunos protestantes contra a ocupação. Na última semana, a equipe do DiárioRP foi até o local e conversou com os alunos. Veja vídeo: