Por Rafael Ventura

 

 

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Secretária Lair Moura – Reprodução/Facebook

Hoje o clima ficou tenso na sessão extraordinária do Conselho Municipal de Saúde. Os conselheiros questionaram diretamente aos representantes do Governo Municipal e à nova Secretária de Saúde, Lair Moura, que também esteve presente pela primeira vez em uma reunião do Conselho, os rumos da saúde no Município, especialmente no que diz respeito à gestão de recursos.

A reivindicação principal dos membros é de que a atual administração não os informa das atitudes que tomam em relação à saúde, para que então, possam deliberar. Um exemplo disso é a compra de duas ambulâncias, que custaram cerca de R$150.000,00 cada uma, cujo projeto de compra somente foi aprovado hoje pelo Conselho, mesmo as tais ambulâncias em questão já estarem compradas e no pátio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Santa Luzia há algum tempo. Hoje, os conselheiros também ficaram sabendo da compra (também já realizada – e não avisada) de uma terceira ambulância, que chegará, no próximo mês, ao Município:

“Nós devemos atuar juntos, e não como um cenário de novela. Desde um ano que estou aqui, é sempre a mesma coisa.” –  reclamou Willian, um dos membros do Conselho.

José Cantidio, também conselheiro, acredita que a terceirização da saúde, caminho adotado pela Prefeitura, é o jeito errado de gerir, já que, segundo ele, há um vai e vem muito grande de empresas, que não se estabilizam na prestação dos serviços para os quais são contratadas:

“Já são quatro empresas que passaram aqui. Agora eles querem chamar a Santa Casa, que vai [nos] encher de dívida, e depois, vai embora de novo. Isso é paliativo, não resolve o problema.”

 

Crise na saúde

A nova Secretária afirmou que está tentando regularizar a situação (que não está boa), e que todo o orçamento anual acabou em junho. Para economizar dinheiro, está analisando várias medidas, inclusive fechar a Farmácia Popular, atualmente localizada no Centro Alto da cidade, e que atende, em média, 100 pessoas por dia. Garantiu, porém, que todos os medicamentos serão distribuídos normalmente pela rede pública de saúde.

 

Greve dos médicos

Em seu primeiro pronunciamento ao Conselho, Lair ressaltou o discurso da Prefeitura, e afirmou que a atual greve é exclusivamente por conta das últimas medidas que cortaram o bônus de assiduidade dos médicos:

“É só dinheiro. Ninguém está preocupado com o povo, não.”.

Também ressaltou que, ainda hoje, terá uma reunião com os médicos para receber formalmente as propostas da categoria, para um possível acordo de encerramento da greve.