Segundo relato, vagas estavam isoladas com fita zebrada, impedindo o estacionamento de pessoas com mobilidade reduzida que procuravam atendimento na unidade.

Foto – Reprodução/Redes Sociais
Uma moradora de Ribeirão Pires publicou em um grupo da cidade um relato sobre dificuldades de acessibilidade no Centro de Especialidades, localizado no Centro Alto. Nesta quinta-feira (5), ela acompanhou o pai, de 84 anos, a uma consulta médica e encontrou as vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida isoladas com fita zebrada.
Segundo a moradora, o pai sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, desde então, apresenta mobilidade reduzida, necessitando de cuidados e condições adequadas de acesso aos serviços de saúde.
A situação gerou indignação. Em seu relato, ela questionou a interdição das vagas justamente em um equipamento público que recebe pessoas que, muitas vezes, enfrentam dificuldades de locomoção.
A moradora também cobrou esclarecimentos sobre os motivos da interdição, a existência de alternativas para esses usuários e as providências previstas para garantir a acessibilidade no local.
“Não estamos falando de comodidade, privilégio ou gentileza. Estamos falando de direitos”, destacou.
Ela ressaltou ainda que a acessibilidade precisa ser garantida na prática, para que idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida consigam chegar aos atendimentos com segurança e dignidade.
A moradora registrou uma reclamação na Ouvidoria do Município e, segundo ela, a manifestação foi motivada não apenas pelos transtornos enfrentados por ela e pelo pai, mas também para evitar que outros usuários passem pela mesma situação.




