Dois pesos e duas medidas? Câmara reage de forma diferente às cobranças

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Quem acompanha as sessões ordinárias da Câmara de Ribeirão Pires, presencialmente ou on-line, notou uma mudança de postura do vereador Alessandro Dias (PROGRE) nas últimas semanas.

O parlamentar tem feito duras críticas ao governo Guto Volpi. Em uma das sessões, questionou a falta de acessibilidade no gabinete do prefeito após a reforma, orçada em cerca de R$ 1 milhão, e criticou a situação da saúde municipal.

Em sua fala, afirmou que, se a saúde pública fosse boa, a própria família Volpi utilizaria os serviços.

Na última sessão, Alessandro voltou a questionar o governo, desta vez sobre a transparência do Festival do Chocolate.

O vereador apresentou um requerimento com mais de 30 perguntas, cobrando esclarecimentos da administração.

O que chama a atenção é a diferença de tratamento dentro do Legislativo. Vereadores da base governista, como Rato Teixeira (MDB), Edmar Oldani (PSD) e Lau Almeida (PL), que frequentemente rebatem requerimentos da vereadora Fernanda Henrique (PT), não tiveram a mesma postura diante das cobranças de Alessandro.

Lau Almeida, inclusive, elogiou o requerimento sobre o Festival do Chocolate: “Isso que é requerimento”, afirmou.

Enquanto isso, durante as falas de Fernanda na tribuna, Lau é visto conversando com outros vereadores, sorrindo e andando de um lado para o outro. Em sessões recentes, também apontou o celular em direção à vereadora enquanto ela discursava. Em outra ocasião, afirmou que Fernanda “se vitimiza” ao cobrar respeito ao seu mandato.

O comportamento também levanta questionamentos sobre a atuação do presidente da Câmara, Paixão, a quem cabe conduzir os trabalhos e garantir o respeito entre os parlamentares.

A situação expõe uma diferença de tratamento: enquanto Alessandro é elogiado por fazer cobranças ao governo, Fernanda continua sendo alvo de questionamentos quando apresenta requerimentos e cobra respostas da administração.

A pergunta que fica é: por que um vereador recebe elogios ao fiscalizar o governo, enquanto uma vereadora recebe outro tipo de tratamento ao exercer a mesma função?

Dois pesos e duas medidas?