Mulher atropela cachorra, não presta socorro e afirma que tutor pagaria por danos no veículo

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Uma cadela foi atropelada na noite de sexta-feira (28), na Rua Tales de Mileto, na Vila Nova Suíssa, em Ribeirão Pires. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia do município como possível crime de maus-tratos a animais, previsto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998.
Segundo o relato registrado pela Polícia Civil, o tutor do animal, um homem de 44 anos, informou que havia soltado a cadela na rua para que ela pudesse fazer suas necessidades. De acordo com ele, a via é sem saída e possui pouco movimento.
O tutor contou que ouviu gritos intensos do animal e, ao sair da residência para verificar o que havia acontecido, encontrou a cadela gravemente ferida e em estado agonizante. Conforme o registro policial, o animal apresentava fratura no maxilar, graves lesões na face e os olhos projetados para fora em decorrência dos ferimentos.
Ainda segundo o relato, o tutor teria visto uma vizinha, deixando o local em um veículo. Conforme a ocorrência, a mulher teria afirmado que não possuía responsabilidade pelo ocorrido e deixou o local sem prestar socorro ao animal.
A cadela foi socorrida pelo tutor e encaminhada a um hospital veterinário. Entretanto, devido à gravidade dos ferimentos, às sequelas e ao intenso sofrimento, foi necessária a realização de eutanásia, seguindo orientação veterinária.
Imagens registraram atropelamento
Posteriormente, o tutor teve acesso a imagens de câmeras de segurança instaladas na residência de um vizinho. Segundo o boletim, as gravações mostram o momento em que a condutora realizava uma manobra de marcha à ré.
Conforme o relato, a motorista teria percebido a presença da cadela e aguardado o animal passar à frente do veículo. Depois, ao alinhar o automóvel para seguir pela rua, a cadela teria permanecido visível à frente do carro, inclusive iluminada pelos faróis.
Ainda de acordo com o registro, mesmo com o animal visível, a condutora teria seguido pela via e atingido a cadela.
O tutor também relatou à polícia que entrou em contato com a mulher posteriormente para tratar das despesas veterinárias. Segundo ele, ela teria negado responsabilidade pelo atropelamento e afirmado que, caso o veículo tivesse sofrido algum dano, o próprio tutor deveria arcar com os custos do reparo.
As imagens do atropelamento e registros do estado em que o animal foi encontrado foram anexados à ocorrência. O caso deverá ser apurado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias do atropelamento e eventual responsabilidade criminal.