Segundo a denúncia, obstetra teria ignorado sinais de parto e tratado paciente com grosseria.
Bebê nasceu em cadeira de rodas com ajuda de enfermeira. Foto: DiárioRP
Uma moradora de Ribeirão Pires denunciou nas redes sociais que, na madrugada de segunda-feira (1º), sua filha foi vítima de um suposto caso de negligência e má conduta por parte de uma médica obstetra no Hospital e Maternidade São Lucas.
De acordo com o relato, a gestante foi levada à unidade para dar à luz e, durante a avaliação, foi atendida por uma médica que teria sido extremamente ríspida. “Ela colocou a fralda na minha filha e a encaminhou para a cadeira de rodas. Minha filha começou a sentir que a bebê estava saindo e avisou a médica, que respondeu de forma grosseira, mandando ela parar de fazer escândalo”, contou a mãe, revoltada.
Segundo ela, apenas após a intervenção de uma enfermeira que percebeu a gravidade da situação, o parto foi realizado — ainda na cadeira de rodas. “A neném saiu ali mesmo, puxada pela enfermeira. Foi muito desesperador. Se essa médica não gosta do que faz, então que mude de profissão”, desabafou.
O nome da profissional citada não foi divulgado. A publicação gerou grande repercussão, com mais de 100 comentários, onde outras mulheres também relataram experiências negativas no mesmo hospital.
“Esse lugar me fez sofrer muito. Fiquei 25 horas em trabalho de parto, mesmo sendo uma gravidez de alto risco com laudo médico. O médico que me atendeu me humilhou, e só fui ganhar meu filho depois da troca de plantão. Sofri calada, com medo de piorar a situação. Foi o pior dia da minha vida. Anos depois, tive depressão e crises de pânico por conta do trauma. Felizmente, na segunda gestação, pude ter meu bebê com segurança em outro hospital, graças ao convênio”, escreveu uma das internautas.
Diversos comentários sugerem que as vítimas formalizem as denúncias junto à Ouvidoria do SUS e entrem com processos judiciais para responsabilizar os profissionais envolvidos.


