Golpistas se passam por voluntários e causam prejuízo de quase R$ 50 mil a idosa

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Idosa de 74 anos, moradora do Jardim Luzitano, foi vítima de um golpe que resultou em um prejuízo de quase R$ 50 mil, após golpistas se passarem por voluntários de uma instituição beneficente e obterem seus dados pessoais.

Uma idosa de 74 anos, residente no Jardim Luzitano, em Ribeirão Pires, foi vítima de um golpe que resultou em um prejuízo financeiro de R$ 49.909,89. Segundo relato da vítima, no dia 08/10/2024, dois indivíduos desconhecidos a abordaram em sua residência, afirmando serem voluntários da instituição beneficente São Vicente de Paulo e pedindo donativos como roupas de cama e vestuário. Acreditando na boa fé dos supostos voluntários, a idosa separou algumas peças de roupas, que foram recolhidas pelos indivíduos no período da tarde.

No entanto, antes de deixarem o local, os golpistas pediram o número do CPF da vítima e tiraram uma foto dela, alegando que a medida era necessária para a instituição que receberia os donativos. No dia seguinte, os mesmos indivíduos retornaram à casa da idosa com uma cesta básica como forma de agradecimento. Mesmo tendo recusado a cesta, a vítima novamente permitiu que sua foto fosse tirada, acreditando ser parte do processo.

O golpe foi descoberto no dia 09/10/2024, quando a idosa tentou sacar parte de sua pensão em uma agência bancária, mas teve sua senha recusada. Com a ajuda de uma funcionária do banco, ela descobriu que seu saldo havia sido reduzido para apenas R$ 9,00. Ao consultar o extrato bancário, verificou que os golpistas realizaram diversas transferências via PIX e contrataram um empréstimo no valor de R$ 34.191,30, sem sua autorização. Ao todo, o prejuízo estimado é de R$ 49.909,89.

Segundo o advogado especialista em Direito Digital e Crimes Cibernéticos Francisco Gomes Júnior afirma que já existem formas de burlar o sistema de reconhecimento facial. O especialista conta que com a foto da vítima, foi possível quebrar a proteção por reconhecimento facial. Já em posse dos dados bancários da mulher, o estelionatário conseguiu acesso a conta e realizou as operações.

O caso foi registrado como estelionato e crime cometido contra maior de 70 (setenta) anos de idade ou incapaz na Delegacia de Ribeirão Pires.