Dados apurados pelo Diário do Grande ABC no Cecad (Consulta, Seleção e Extração de Informações do CadÚnico) apontam que Ribeirão Pires foi o município que registrou maior alta no número de pessoas vivendo em situação de rua. Ao todo, o Grande ABC teve um aumento de 10%, indo de 2.437 em maio para 2.680 em outubro.
Ribeirão Pires passou de 33 moradores de rua no primeiro semestre para 68 no último mês. São Bernardo continua sendo a cidade com maior número de pessoas nessa situação, com 1.164 – concentrando sozinho 43,4% no Grande ABC.
Falta de políticas públicas para esse grupo e migração entre os municípios são as principais causas para essa alta, conforme afirma o coordenador regional do Movimento Nacional da População de Rua, Thiago da Silva Quintanilha. “O número aumentou porque faltam programas voltados para esse grupo, emprego e oportunidades. As prefeituras não criam medidas de proteção e habitação e acabam com as que têm. O total de pessoas nessas condições é ainda maior, existe alta taxa de subnotificação, porque esses dados são apenas das pessoas cadastradas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais)”, disse ao DGABC.
Cerca de 89,5% (2.399) dos indivíduos em situação de rua são do sexo masculino, enquanto 281 são mulheres. Jovens adultos, de 25 a 34 anos, são a maioria. Em seguida aparecem pessoas de 40 a 48 anos, com 478, e de 35 a 39 anos, com 405. Além disso, 12,7% declara possuir algum tipo de deficiência, cerca de 342 pessoas.
Em Ribeirão Pires existem os centros de acolhimento, onde as pessoas em situação de rua podem passar à noite, tomar banho e se alimentar. Além destes locais, durante o dia essas pessoas também contam com o Centro Pop (Centro de Referência para Pessoas em Situação de Rua) ou unidade de acolhimento nos sete municípios que oferecem café da manhã, almoço, banheiros com chuveiro, armários, lavanderia, atendimento social e outras ações.


