1 ano do caso Luiz Gustavo: Pai responsável pela morte aguarda julgamento

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Há exatamente um ano ocorreu o caso de Luiz Gustavo Sibia Siqueira, de 7 anos, que morreu após ser agredido pelo próprio pai, Thiago Siqueira. Ele confessou o crime após apresentar diversas versões sobre o ocorrido. Familiares maternos de Luiz Gustavo entraram na Justiça e ainda aguardam julgamento de Thiago.

A avó materna de Luiz Gustavo, Rosângela, que hoje em dia está com a guarda dos irmãos do garoto, relatou ao DiárioRP que, apesar de estar completando um ano do caso, os familiares não deixaram cair no esquecimento que junto com sua filha, Tabata, continuam lutando por Justiça.

Rosângela relatou que, mesmo antes de sua filha Rhayssa, mãe de Luiz Gustavo falecer durante o parto de seu neto mais novo, o acusado não deixava os familiares visitar as crianças, o que acabava impedindo de descobrir sobre os maus-tratos que eles sofriam. “Thiago sempre foi agressivo com a minha filha devido ao uso de drogas e álcool. Já tive que ir com a Polícia na casa deles devido as agressões, mas ela sempre voltava. Após sua morte as coisas pioraram e ele não deixava eu visitar meus netos e chegou a me ameaçar de morte caso tentasse pegar a guarda deles” relatou Rosângela.

Ela também contou que só conseguiu a guarda dos netos após o caso repercutir e precisou ir até a casa da avó paterna das crianças na presença de um oficial de justiça. Rosângela relata que a família do acusado alega que não podem ver as crianças e entraram na Justiça para realizar visitas, mas que em nenhum momento pediram para visitar ou se preocuparam com a saúde deles.

“A avô paterna diz que eu não deixo ela ver os netos, mas não é bem assim. Na época, ela dizia que cuidava deles mas as crianças estavam passando fome, com poucas roupas e visivelmente debilitadas e ela chegou a dizer que iria cuidar da vida dela e não queria saber deles na frente do oficial de justiça” relembra. “Além disso, ela sabia que as crianças faltavam direto na escola e dizia que se ficasse contra o filho, perderia ele e os netos, o que me leva a acreditar que ela cobria até as agressões” explica Rosângela. Ela também relatou que hoje em dia, sua neta mais velha passa por acompanhamento psicológico devido ao ocorrido.

O advogado e assistente de acusação da família, Márcio Miguel Fernando Oliveira, nos informou que o processo está correndo em segredo de justiça, mas que nas últimas semanas após ouvir as testemunhas de acusação e defesa, bem como o réu, o juiz entendeu que existem diversas provas contra Thiago e determinou que seja marcada a data do júri popular. “A primeira fase do processo acabou há alguns dias e agora estamos aguardando para que inicie o julgamento do réu, que permanece preso” disse o advogado.

Rosângela e seus familiares reforçam o desejo de justiça sobre o caso. “Não quero que meu neto seja mais um na estatística da cidade por negligência da escola e do conselho tutelar, que nunca foram de fato investigar o que acontecia com ele e seus irmãos, apesar de todos os sinais. Quero justiça para que outros casos semelhantes não terminem da mesma forma, com a morte de uma criança inocente” finaliza Rosângela.

Atualmente, Thiago permanece preso e aguardando a data do julgamento.