Um homem de 53 anos, conhecido como Marcelo de Carvalho, que vivia em situação de rua, faleceu na manhã desta quinta-feira (20) próximo ao Terminal Rodoviário de Ribeirão Pires. Os representantes da Casa da Acolhida estiveram no local.
De acordo com as informações, o homem veio a óbito após passar mal, e não devido ao frio. Ele realizava hemodiálise para tratar problemas nos rins, mas fazia uso contínuo de álcool e drogas. Marcelo chegou a ficar internado por um período no Hospital Nardini, em Mauá, mas acabou fugindo e não quis retornar o tratamento.
Segundo a Assistente Social, Telma Domingos, a Casa da Acolhida chegou a oferecer abrigo na noite desta quarta-feira (19) para Marcelo, que negou devido a um quadro de Escabiose (Sarna) e não queria contaminar os demais abrigados. “Ele tinha problemas com alcoolismo e drogas, além do problema renal. Conversei com o Marcelo na noite desta quarta-feira oferecendo abrigo, mas ele não aceitou alegando que estava com sarna. Entreguei um cobertor para ele e hoje tentaria uma internação para ele junto ao CREAS, mas infelizmente não deu tempo” relatou a Telma. Marcelo começou a passar mal no início da manhã e pediu ajuda aos agentes da Guarda Municipal, mas faleceu pouco antes de chegar o socorro.
Apesar de ter familiares, Marcelo vivia pela região pois segundo ele, seu irmão não o aceitava devido ao seu problema com alcoolismo e por ter perdido sua mãe recentemente devido a um câncer.
“Neste caso, não se trata de um óbito causado pelo frio. A Prefeitura tem intensificado o acolhimento de pessoas em situação de rua, mas no caso do Marcelo, ele negou ir para a Casa da Acolhida e, por Lei, não podemos obrigar as pessoas em situações semelhantes a ir para o abrigo. Infelizmente nem todos aceitam o acolhimento e temos que respeitar” reforçou Christian Moranza, subsecretário da Assistência, Participação e Inclusão Social.
Por fim, alguns familiares compareceram na Delegacia de Ribeirão Pires para reconhecer e liberar o corpo.


