Conselho das Mulheres apresenta projetos e reforça a importância da luta feminina

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Em homenagem ao mês das mulheres o DiárioRP entrevistou as integrantes do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (CMDDM) de Ribeirão Pires, com objetivo de apresentar os projetos e a história do órgão coletivo.

Entrevistamos a representante da Frente Regional do ABC de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e presidente do Conselho, Leuriny Santos Silva, a representante das usuárias da Coordenadoria da Mulher e vice-presidente, Djanayra Quirino, bem como a representante da Secretaria de Assistência Social e diretora de proteção social básica, Rosiane Maria de Lima e Danielle Silveira, titular e representante do território livre.

De acordo com as integrantes o Conselho é uma organização da sociedade civil, que tem por direito ajudar nas decisões da cidade e levar as questões da luta feminina para dentro da gestão, de forma efetiva. “Se a gente quiser pensar numa imagem, por exemplo, o Conselho serve como uma ponte: de um lado o poder público e do outro a sociedade civil. Nós ligamos as pontas e fazemos a mediação, fiscalizando ambos os lados” explicou Danielle.

Elas também explicaram sobre os projetos que estão desenvolvendo e as reuniões com o prefeito, Guto Volpi (PL), para apresentar as propostas. Dentre elas, está a conquista de um celular institucional, com número específico, utilizado pela Patrulha Maria da Penha somente para as ações do botão ANA – usado por mulheres com medida protetiva contra seus agressores.

“Fiscalizamos o botão de pânico ANA para se tornar algo efetivo. Apresentamos as ideias de melhorias e vamos acompanhar” disse Rosiane sobre o aplicativo. “A mulher vai acionar esse botão em um momento de pânico, quando estiver sendo ameaçada pelo agressor que deveria estar longe. Queremos viabilizar o pedido de socorro da vítima para que ocorra de forma efetiva” complementou Leuriny.

As integrantes também protocolaram ofícios para o secretário de saúde, Audrei Rocha, com objetivo de instaurar uma sala reservada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), para atender especificamente mulheres vítimas de agressões, afim de manter sua privacidade e se sentir segura. Outro projeto citado, seria a construção do Centro de Referência da Mulher, como espaço para atender estes casos com uma equipe especializada.

O Conselho também possui integrantes que já utilizaram o serviço, e hoje em dia faz parte do órgão para auxiliar outras mulheres que passaram por situações de violência. Elas realizam os atendimentos e informando sobre os direitos que as vítimas tem, além de encaminhar aos projetos que atendem essa demanda, como o Projeto Girassol.

“Nas reuniões, buscamos trazer o conhecimento da nossa história e ajudar as mulheres a entenderem seus direitos. O maior empoderamento é passar força e conhecimento” disse Djanayra.