No último final de semana, uma bebê de dois meses morreu engasgada em um abrigo municipal de Rio Grande da Serra. Segundo informações, a criança teria se engasgado com leite. Ela chegou a receber atendimento médico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) mas chegou no local sem os sinais vitais.
De acordo com as informações, uma das auxiliares alimentou a bebê por volta das 9h e a colocou para dormir. No entanto, a funcionária teria ficado responsável por dois setores do abrigo, e no horário do almoço, outro funcionário ficou observando a neném que aparentava estar dormindo.
Logo após, a auxiliar pediu para prepararem outra mamadeira e ao verificar a bebê, reparou que apesar de estar na mesma posição que havia deixado (de bruços e com a chupeta na boca), havia uma secreção em sua boca e vômito. A funcionária também observou que a criança não respirava e estava pálida.
Nesse sentido, o abrigo acionou o Corpo de Bombeiros, que deu as orientações iniciais para realizar a manobra de desobstrução das vias e reanimação. Em seguida, as próprias funcionárias levaram a menina até a UPA, mas no local confirmaram o óbito. A médica da unidade afirmou ao delegado que a bebê deu entrada com suspeita de engasgamento e sem os sinais vitais.
Solicitação de CEI
O caso tem gerado revolta entre os munícipes da cidade. Em uma publicação nas redes sociais, o vereador Elias Policial (Podemos) acusou a prefeitura de Rio Grande da Serra de negligência. Além disso, alegou que solicitará a criação de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para apurar o caso.
Já a Prefeitura lamentou o ocorrido e afirmou que foram realizados todos os procedimentos necessários para recuperar a vida da paciente, e que determinaram a abertura dos procedimentos administrativos para realizar a apuração e adotar as medidas legais ao caso. A Polícia Civil também está realizando diligências.


