Nesta quarta-feira (22), após a Polícia Federal deflagrar a Operação Acesso Pago, o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
De acordo com as informações, o objetivo é investigar um suposto tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O ex-ministro possuí acusações de corrupção, prevaricação e tráfico de influência.
Milton deixou seu cargo em março de 2022, após declarar em um aúdio divulgado pelo jornal “Folha de S.Paulo”, que favorecia municípios indicados pelo pastor Gilmar Silva dos Santos (que também está sendo investigado), quanto ao repasse de verbas, a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL). A Polícia também investiga o pastor Arilton Moura Correia.
Outros 13 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos. Além disso, há cinco mandados de prisão nos estados de Goiás, São Paulo, Pará, bem como no Distrito Federal. Segundo a PF, o crime de tráfico de influência tem pena prevista de dois a cinco anos de reclusão. Já corrupção passiva tem de 2 a 12 anos de reclusão; prevaricação de 3 meses a 1 ano e advocacia administrativa de 1 a 3 meses de detenção.
Por fim, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou após o ocorrido. Ele alegou que o ex-ministro é quem deve “responder por possíveis ações irregulares quanto ao MEC”.


