Aos 53 anos, Mônica enfrenta quimioterapia e compartilha sua história para reforçar a importância de observar o próprio corpo e manter os cuidados com a saúde.

Foto – Arquivo pessoal
Mônica Meucci Caetano, de 53 anos, descobriu o câncer de mama em setembro de 2025, após sentir uma pequena “bolinha” na mama durante o autoexame. O nódulo era indolor e levemente móvel.
Na época, ela estava com os exames ginecológicos atrasados havia cerca de um ano e meio, após problemas de trabalho e família. Em janeiro de 2026, realizou ultrassom e mamografia, que apontaram um tumor com mais de quatro centímetros e alteração na pele da mama. O diagnóstico foi confirmado em março.
Em maio, quando chegou ao cirurgião oncológico no Instituto do Câncer Dr. Arnaldo, o tumor já media cerca de sete centímetros. A biópsia identificou carcinoma invasivo, do tipo luminal B, com receptores hormonais positivos e HER2 negativo. Os exames não apontaram metástases.
Devido ao tamanho do tumor, o tratamento começou com quimioterapia, em julho, para reduzir a massa antes da cirurgia. Mônica passou por quatro sessões de quimioterapia vermelha, que provocaram enjoo intenso e fadiga, e iniciou uma nova etapa com 12 sessões de quimioterapia branca. Até o momento do relato, havia realizado três aplicações dessa fase. A mastectomia radical está prevista para janeiro de 2027.
O tratamento transformou sua rotina. Autônoma, Mônica precisou reduzir a jornada de trabalho e adaptar a vida familiar às consultas, exames e sessões de quimioterapia. Ela destaca o apoio dos familiares durante o processo.
“Contar nos força a olhar para a finitude da vida e a ter paciência em todo o processo”, relata sobre o desafio de compartilhar o diagnóstico.
Neste Outubro Rosa, sua história reforça a importância de observar mudanças nas mamas e procurar avaliação profissional diante de sinais suspeitos. O autoexame ajuda a perceber alterações, mas não substitui o acompanhamento médico nem os exames de rastreamento recomendados.




